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Análise tática: como a Roma gosta de atacar?

Paulo Fonseca se juntou a Roma no dia primeiro de julho de 2019. O treinador português fez, praticamente, toda a sua carreira no seu país natal. Em Portugal treinou equipes como Paços Ferreira, Braga e Porto, até ser contratado pelo Shakthar Donetsk da Ucrânia. Fonseca ficou três anos treinando o Shakhtar antes de assumir o posto de head coach giallorosso. Desde que chegou a Roma, foram sete meses de trabalho. Apesar do pouco tempo, menos de uma temporada completa, Fonseca já dá claros sinais de como quer que a sua Roma atue.

A Roma gosta de jogar com a bola e de ocupar o campo defensivo do adversário. O time faz a saída de bola sempre de maneira curta, por baixo e com três jogadores mais o goleiro. No último jogo, contra o Lecce, os três homens da saída de bola foram Veretout, Mancini e Smalling. Veretout e Smalling ficam abertos, enquanto Mancini é o jogador centralizado. Cristante é o meio campista que mais se aproxima dos três homens responsáveis por iniciarem a organização ofensiva giallorossa. Além de Cristante, é comum vermos Pellegrini ou o ponta pela esquerda (Perroti ou Mkhitaryan) ajudando na armação da equipe. Ainda tendo o jogo contra o Lecce como modelo, Fonseca utiliza sempre os seus alas bem abertos, dando amplitude para a equipe. Bruno Peres e Kolarov são liberados para atuarem bem espetados, sempre próximos da linha lateral. Como os alas fazem o corredor, o treinador português pede que os seus pontas afunilem, buscando o jogo por dentro.

O ponta do lado esquerdo tem responsabilidades mais criativas. Ele costuma receber a bola perto da linha de meio de campo e se associar com Pellegrini, Smalling e Cristante para organizar as jogadas da Roma. Já o ponta direita é mais incisivo. Zaniolo e Under tem bastante liberdade para atacar os laterais adversários e, principalmente, carregar a bola para dentro, buscando a finalização. A última peça da engrenagem ofensiva da Roma é Edin Dzeko. O bósnio é a referência do ataque romano. É muito comum que  a equipe busque Dzeko nos momentos de transição ofensiva, já que o capitão sabe, como poucos, como segurar a bola e fazer o pivô, além de ter uma visão de jogo privilegiada. Dzeko é um atacante bastante associativo e dificilmente passará uma partida desapercebido.

No próximo texto falaremos sobre a forma que a Roma defende, abusando das linhas altas e da pressão no homem da bola. Por enquanto, vamos apreciar a mudança tática feita por Fonseca no time da capital. Em menos de uma temporada a Roma já tem uma cara, um modelo de jogo e um treinador interessantíssimo.

Por Samuel Novaes - @SamuelNovaes0