Texto por Colaborador: Rother 27/02/2026 - 02:00

O futebol italiano se prepara para uma mudança estrutural importante na arbitragem. O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, confirmou que a reforma do sistema arbitral deve entrar em vigor a partir da temporada 2026/27, tomando como referência o modelo profissional adotado pela Premier League e pela PGMOL.

O projeto, que será levado ao Conselho da Federação em abril, prevê a criação de uma sociedade de direito privado, controlada integralmente pela FIGC mas gerida por três membros independentes. Caberá a eles nomear um diretor técnico — o designador — e um diretor-geral. As informações foram apuradas pelo Corriere dello Sport.

Entre os pontos centrais da reforma está o fim da lógica de representação territorial na seleção de árbitros. A escolha dos juízes passará a ser guiada exclusivamente por competência e mérito, eliminando os critérios de origem regional que vigoravam até então. Os árbitros de Serie A e B passarão a ter contratos por tempo determinado que incluirão direitos de imagem, salário fixo independente do número de partidas apitadas e verbas rescisórias.

O atual quadro de árbitros — composto por 40 árbitros, 66 assistentes e 24 responsáveis pelo VAR — poderá ser redimensionado, mas o processo de promoção anual vindo da Serie C continuará ativo. O controle técnico ficará nas mãos da nova sociedade, e Gravina não demonstra intenção de ceder nesse ponto.

O orçamento inicial previsto para a operação é de aproximadamente 20 milhões de euros. O objetivo é elevar o nível de uma categoria que, especialmente nos últimos tempos, tem acumulado erros e perdido credibilidade, tornando a arbitragem italiana mais confiável e consistente.

Categorias

Ver todas categorias

Você aprova a escolha de Gasperini para comandar a Roma?

Sim

Votar

Não

Votar

143 pessoas já votaram