Texto por Colaborador: Rother 25/02/2026 - 10:27

A disputa por uma vaga na próxima Liga dos Campeões segue aberta na Itália. Do segundo colocado Milan ao sétimo colocado Atalanta, três equipes brigam por seis posições na tabela. Em entrevista à Gazzetta dello Sport, Fabio Capello analisou o cenário e projetou quantos pontos podem ser necessários para alcançar o objetivo.

Anteriormente, Allegri havia indicado que 74 pontos seriam a cota mínima para garantir a classificação com segurança. Capello, no entanto, vê um cenário diferente. "Acho que, no fim das contas, menos será suficiente. Também porque, com tantos confrontos diretos, todos eles necessariamente deixarão algo".

Um desses confrontos acontece no domingo à noite, no Olímpico, entre Roma e Juventus. Para Capello, o peso do duelo é maior para a equipe de Turim. "Já será um casamento decisivo para a Lady, menos para os Giallorossi. Parecia que Spalletti estava no caminho certo, mas o segundo tempo em Istambul contra o Galatasaray e a derrota pesada contra o Como na semana passada colocaram os bianconeri de volta em dificuldades. Perder em Roma provavelmente significaria cair para -7 na zona da Liga dos Campeões, caso o Napoli vencesse em Verona. A situação se tornaria muito complicada".

Capello também comentou a situação europeia das equipes italianas. Caso Juventus e Atalanta não revertam os resultados no jogo de volta do playoff da Liga dos Campeões, a Roma será a única ainda envolvida em competições continentais. Ele avaliou os dois lados dessa condição. "Por um lado, é um mérito e uma oportunidade, porque Gasperini pode lutar seriamente para conquistar o troféu. Um feito que ele já fez com Atalanta. Por outro lado, ser o único com compromisso dupla semanal pode ser um pequeno fardo na disputa pelo quarto lugar, isso é inegável. Gasp vai ter que ser bom em administrar homens e energia, mesmo que seus Roma me pareçam estar crescendo muito."

Sobre o Napoli, Capello destacou as dificuldades enfrentadas por conta de lesões. "Conte continua pagando por muitos ferimentos. Nos jogos recentes, por exemplo, a ausência de McTominay tem sido sentida durante todo o jogo, especialmente na área adversária: o escocês não é apenas alguém que marca gols, mas sua presença é essencial para liberar seus companheiros. Sabe, é diferente se eu tiver McTominay para marcar em um cruzamento ou se eu só puder focar em Hojlund..."