Texto por Colaborador: A. Rother 30/07/2026 - 03:00

Daniele De Rossi concedeu entrevista ao podcast Cronache di Spogliatoio e voltou a falar sobre sua demissão da Roma, ocorrida em 2024. O ex-capitão e treinador giallorosso, hoje no comando técnico do Genoa, refletiu sobre o episódio com franqueza.

Segundo ele, tudo começa pela capacidade de reconhecer os próprios erros: uma vez demitido, resta apenas lamber as feridas e analisar onde errou. De Rossi lembrou que, já no início daquela temporada na Roma - que durou muito pouco -, questionava internamente por que precisavam contratar outro meio-campista quando o clube já contava com Pisilli. Hoje, admitiu, é mais fácil fazer essa leitura, mas já tinha essa sensação observando os treinamentos, e carrega esse mesmo raciocínio até hoje: procura dar oportunidades aos jovens tanto para entender sua evolução quanto para avaliar se é necessário reforçar o elenco no mercado ou apostar nos próprios atletas da base.

O treinador também comentou sobre eventuais mágoas guardadas, afirmando não ser alguém que vive alimentado por ódio ou rancor. Ainda assim, confessou: "Eu estava extremamente irritado quando fui demitido, estava magoado". Disse que tinha seus rivais internos e se sentiu derrotado numa batalha que sequer chegou a travar de fato, já que, após apenas quatro partidas, não houve tempo de reorganizar a equipe. Recordou também uma entrevista coletiva concedida durante sua passagem pela SPAL, da qual se arrependeu pouco tempo depois, reconhecendo que não é bonito deixar transparecer publicamente esse tipo de incômodo. Para ele, sua história na Roma não foi perfeita nem linear, mas não merecia terminar daquela maneira. De Rossi afirmou não considerar elegante "atirar farpas" publicamente, embora reconheça que, de vez em quando, seja necessário se defender - desde que no momento e no lugar corretos, algo que, em sua avaliação, deveria ter feito antes, enquanto ainda estava no clube.

Por fim, o ex-jogador falou sobre a playlist escolhida no dia em que anunciou o fim da carreira como atleta. Contou que levou bastante tempo para escolher as músicas, pois não queria algo banal, e sim uma seleção que realmente dissesse algo sobre ele. Entre as faixas, destacou "Sunday Morning Call" como uma de suas canções preferidas, observando que, embora o futebol não seja mais disputado aos domingos como antigamente, a música segue sendo uma marca registrada de sua geração.

Categorias

Ver todas categorias

Como você avalia a 1° temporada de Gasperini?

Ótimo

Votar

Bom

Votar

Razoável

Votar

Ruim

Votar

99 pessoas já votaram