Texto por Colaborador: Rother 22/03/2026 - 03:00

Na véspera do confronto com a Roma — no Estádio Olímpico — o técnico do Lecce, Eusebio Di Francesco, concedeu entrevista coletiva e abordou os mais variados temas relacionados à partida — das condições do elenco à forma de parar os adversários.

O treinador reconheceu que a Roma chega ao duelo carregada de um calendário intenso, mas fez questão de calibrar as expectativas: "Eles estarão um pouco mais cansados, mas o técnico com certeza está pensando em fazer mudanças. Teremos que ser inteligentes para nos infilar nas dificuldades deles, fazendo o nosso jogo. Sem baixar a guarda — não podemos nos dar ao luxo de nos complicarmos sozinhos."

Sobre o contexto emocional que envolve o adversário, Di Francesco foi ponderado: "Conheço a torcida e os humores, mas o mundo é o mundo. Roma é uma cidade grande e tudo se amplifica, mas em outros lugares também é assim. O torcedor romanista está sim irritado, mas pronto para apoiar a equipe."

Na análise do adversário, o técnico destacou o atacante Malen como o principal perigo, comparando-o a um nome de peso da Premier League: "Em relação ao jogo do primeiro turno, faltam jogadores de peso como Dybala e Soulé. Malen é um jogador forte, de altíssimo nível, eu o conhecia. É um pouco o Hojlund da Roma — muito bom nas corridas finais, na profundidade curta. Teremos que estar atentos para limitá-lo."

Questionado sobre o posicionamento de Gandelman ou Fofana na vaga de Coulibaly, Di Francesco explicou que a escolha ainda não está definida e dependerá do perfil tático que optar para o jogo: "Dependendo de quem jogar, teremos uma postura diferente. Gandelman conseguiu treinar com mais regularidade nesta semana e está voltando a ser o jogador que conhecemos quando chegou."

Di Francesco também falou sobre o problema com o segundo tempo nas últimas rodadas — nas partidas contra Cremonese e Napoli, o Lecce sofreu gols logo no início da etapa complementar. Para ele, trata-se de algo a corrigir dentro de um processo de crescimento: "Faz parte de um processo de crescimento, há características que precisam sempre ser melhoradas. É um dado que nas últimas duas partidas sofremos um gol no primeiro minuto do segundo tempo. Acontecem coisas que não consigo controlar. Vamos tentar não cometer mais certos erros, mas só dizer não basta — temos que fazer isso em campo. Todos podemos fazer um pouco mais."

O técnico também foi indagado sobre a situação de Sottil, que se afastou dos treinamentos por um problema pessoal: "Sottil estava passando por um momento particular — para ele, esta temporada tem sido complicada nesse sentido. Ele parou para se recompor. Fico com 19 jogadores de linha, estamos perdendo algumas peças."

Já Cheddira, que enfrenta o mês do Ramadã, foi elogiado pela postura dentro do grupo: "Ele está trabalhando muito neste período. Além do Ramadã, não me deu a impressão de ter dificuldades no treino. Está crescendo de condição, se colocando à disposição dos companheiros. Gosto da sua postura sempre positiva, seja saindo do início ou durante o jogo. Vai disputar a vaga com Stulic."

Por fim, Di Francesco foi surpreendido com um dado histórico: há 40 anos, o Lecce conquistou pela primeira vez uma vitória em Roma. Ele admitiu não saber disso, mas usou o contexto para motivar: "Não sabia. Nós precisamos de algo extraordinário. Do outro lado há adversários fortes, mas o objetivo é tentar machucá-los — não só ficar recebendo."





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