Texto por Colaborador: Rother 06/03/2026 - 02:00

Paulo Dybala sofreu mais uma lesão durante o treino desta semana, a poucos dias do confronto contra o Genoa de Daniele De Rossi. Trata-se de uma recidiva no joelho que já o havia tirado de campo no último mês — mais um capítulo de uma história de fragilidade física que se repete desde que o argentino chegou à capital italiana. Só nesta temporada, a Joya já perdeu 11 partidas por conta de problemas físicos.

O histórico clínico de Dybala na Roma é longo e preocupante. Desde que chegou ao clube, na temporada 2022/23, o argentino não passou uma única temporada sem ser freado por lesões — muitas delas recorrentes. Logo em seu primeiro ano, enfrentou uma sequência desgastante de paradas: lesão na coxa em outubro de 2022, que o tirou por 34 dias; problema nos adutores em fevereiro de 2023, por sete dias; outra parada nos adutores em abril, por mais sete dias; e duas lesões consecutivas no tornozelo em abril e maio, que o retiraram por 12 e 11 dias, respectivamente.

Na temporada seguinte, 2023/24, o cenário não melhorou. Dybala iniciou o ano com um problema nos adutores em agosto, ficando fora por 20 dias. Em outubro, sofreu uma lesão no ligamento colateral que o manteve afastado por 27 dias. Dezembro trouxe uma nova parada, desta vez no bíceps femoral, por 18 dias. Já em 2024, enfrentou problemas na coxa em janeiro (9 dias), nos adutores novamente em março (13 dias) e uma fadiga muscular em maio que o tirou por mais 14 dias — encerrando a temporada com uma sequência esgotante de recuperações.

A temporada 2024/25 reservou, porém, o episódio mais grave de toda a sua passagem pela Roma. Em março de 2025, Dybala sofreu uma ruptura tendínea que o deixou fora dos gramados por 107 dias — praticamente o restante da temporada. Antes disso, já havia enfrentado uma fadiga muscular de dois dias em setembro, um problema muscular de 13 dias em outubro, outro de 15 dias em novembro, uma contusão no joelho em fevereiro (6 dias) e um problema físico em março (6 dias), tudo isso antes da lesão mais séria.

Na temporada atual, 2025/26, o roteiro se repete. Dybala começou parando com uma lesão na coxa em setembro, por 19 dias. Em novembro, foi o bíceps femoral, com 23 dias de ausência. E agora, a recidiva no joelho — que já havia o tirado por 28 dias entre janeiro e fevereiro — volta a preocupar a comissão técnica. A tendência ao acúmulo muscular torna indispensável uma gestão extremamente cautelosa do seu minutagem para evitar que o ciclo de recaídas continue.

Apesar de tudo isso, os números de Dybala com a Roma são impressionantes. Desde que chegou à capital em julho de 2022, o argentino disputou 135 partidas, marcou 45 gols e distribuiu mais de 26 assistências entre Série A e Liga Europa. A média de pontos da equipe cai sensivelmente quando ele está fora por lesão, o que evidencia o quanto sua presença é determinante. Com taxa de acerto nos passes acima de 80% e uma capacidade única de criar chances do nada, a Joya segue sendo o líder técnico absoluto do elenco — um talento raro, preso a uma condição física que, infelizmente, não acompanha a grandeza do jogador.

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