Texto por Colaborador: Rother 23/03/2026 - 04:00

A cena já havia se repetido antes. No dia 6 de janeiro, Epifania, a Roma voltou a vencer justamente contra o Lecce — desta vez no Via del Mare, com gols de Ferguson e Dovbyk — quatro dias após a decepcionante derrota para a Atalanta em Bérgamo. Naquela noite, Gian Piero Gasperini escolheu o silêncio: não falou às emissoras de TV nem concedeu entrevista coletiva. Por trás da decisão, havia uma tensão crescente ligada ao mercado de janeiro, já que o treinador queria contar com Raspadori ou Zirkzee — e não conseguiu nenhum dos dois. No dia seguinte, Gasperini se reuniu com os Friedkin.

Neste sábado, 22 de março, o roteiro se repetiu. Após o 1 a 0 sobre o Lecce no Olímpico — primeiro jogo da Roma após a eliminação nas oitavas de final da Liga Europa para o Bologna — Gasp novamente preferiu não falar. A justificativa oficial foi uma "rouquidão" após uma partida vivida com muita intensidade. Mas, nos bastidores, o clima no clube continuaria pesado.

Os motivos vão além do campo: há questionamentos sobre o departamento médico, uma enfermaria constantemente cheia e sem respostas claras, além de uma política de mercado focada em jovens talentos que, naturalmente, limita a experiência do elenco na briga pelas primeiras posições.

Desta vez, porém, a reunião já aconteceu antes do jogo. Na sexta-feira, Ryan Friedkin, Gasperini, Massara e Ranieri se encontraram em Trigoria. Apesar da frustração com a saída da Europa League, a diretoria pediu ao técnico o esforço máximo para garantir a vaga na Liga dos Campeões.





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