Texto por Colaborador: A. Rother 26/04/2026 - 04:00

Com a saída de Claudio Ranieri oficializada e a confiança dos Friedkin renovada em Gian Piero Gasperini, o treinador da Roma se pronunciou nesta sexta-feira em coletiva de imprensa, às vésperas do confronto contra o Bologna, marcado para este sábado, dia 25 de abril.

Ao abordar a partida de Ranieri, Gasperini foi direto: "O comunicado sobre a saída do Ranieri destaca a confiança do clube, que nunca me faltou. O outro ponto importante do comunicado é que a Roma está à frente dos acontecimentos. A situação que surgiu me surpreendeu."

Questionado sobre seu papel no episódio, o técnico foi enfático em se distanciar da polêmica: "Eu não fiz nada, não me coloquem no mesmo nível. A Trigoria é um lugar onde se joga futebol, e é isso que eu procuro fazer. Não me meto em outros assuntos e não tenho interesse nisso. Não me sinto em condições de comentar a situação com o Ranieri. Não quero fazer parte dessa máquina de lama girando."

Sobre o retorno de Paulo Dybala e a possibilidade de utilizá-lo como titular, Gasperini foi cauteloso: "Parece improvável que o Paulo comece jogando; na verdade, eu descartaria isso. Espero que ele possa nos ajudar durante a partida. As últimas cinco rodadas serão decisivas para o futuro do clube, e é importante ter o Dybala disponível novamente. Falar sobre o futuro agora é difícil; a temporada ainda está muito longe de terminar, e quero manter os jogadores focados."

A respeito de uma possível função nos moldes do futebol inglês — em que o treinador tem papel mais ativo na gestão esportiva —, Gasperini delineou o que, na sua visão, a Roma precisa: "Mais do que nunca, precisamos de trabalho em equipe. Todos devemos lutar pelo bem do clube. Na janela de transferências, o treinador precisa ter seu espaço e trabalhar junto com o diretor esportivo. Acho que o treinador e o diretor esportivo devem trabalhar juntos, dividindo os méritos e os erros, assim como os donos do clube. O único objetivo deve ser o bem da equipe."

Ao tratar da relação com Frederic Massara, cujo futuro na Roma também é incerto, Gasperini admitiu que nem tudo correu bem: "O Massara é uma ótima pessoa. Do ponto de vista técnico, não tivemos uma sintonia total, mas apenas em relação à equipe, nunca em questões pessoais. A decisão sobre se vamos continuar juntos caberá ao clube. Não é que eu estivesse insatisfeito com as contratações; sempre procurei focar nos reforços no setor ofensivo. Pareceu-me um pedido normal; no resto, nunca vetei nada nem coisa parecida."

O nome de Jadon Sancho surgiu como o primeiro ponto de atrito nas negociações da janela, mas Gasperini negou que a não contratação do inglês tenha sido um problema de sua parte: "Sancho? Não foi possível porque os donos, com razão, não quiseram."

Para encerrar, o treinador traçou um panorama dos últimos jogos da temporada: "Não há um objetivo mínimo definido com o clube. Continuamos olhando para frente e só vamos nos conformar quando não houver mais possibilidade. Sempre existe um bom momento para entrar numa série de vitórias. Quanto mais os dias passam, menor a margem de erro. Não conversei com o clube sobre o futuro. A equipe foi extraordinária, de modo geral, no campeonato. Estivemos entre as melhores defesas, depois passamos por um período diferente. No geral, o desempenho defensivo foi de alto nível."

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