Texto por Colaborador: A. Rother 22/07/2026 - 05:00

A madrugada desta segunda-feira começou com reuniões que se estenderam até tarde entre dirigentes da Roma, representantes do West Ham e os empresários de Crysencio Summerville, todos tentando amarrar os últimos detalhes de uma transferência que já parecia encaminhada. Segundo apurou a Gazzetta dello Sport, o clube da capital italiana estaria disposto a desembolsar 47 milhões de euros, com mais 4 a 5 milhões em bônus, pelo passe do ponta de 2001, que já havia sinalizado positivamente para um salário de 4,2 milhões de euros por temporada, também com bônus inclusos.

Horas depois, a família Friedkin, proprietária do clube giallorosso, teria dado sinal verde definitivo para a operação, elevando a oferta para 47 milhões mais 3 de bônus. Mas, conforme informou o Corriere dello Sport, o West Ham decidiu esperar mais um pouco antes de bater o martelo, o que despertou desconfiança: o silêncio dos Hammers coincidia com o avanço discreto do Aston Villa, que poderia transformar a disputa em um leilão do qual a Roma preferia não participar.

Pouco depois das oito da manhã, ficou claro que a resposta do West Ham, esperada ainda na noite anterior, só sairia ao longo do dia. O Il Messaggero destacou que a última proposta romana, de 47 milhões mais bônus, havia reduzido a distância entre as partes, mas a demora dos ingleses reforçava a hipótese de que aguardavam uma oferta de última hora de outro concorrente — e o nome do Aston Villa voltava a pairar no ar.

O Corriere della Sera trouxe outro detalhe relevante: ao final das contas, incluindo todos os bônus, a Roma pagaria cerca de 49 milhões de euros ao West Ham, valor que ainda contemplaria uma porcentagem sobre uma futura revenda do atleta. O salário de Summerville, fixado em 4,2 milhões mais bônus, seguia como um ponto já resolvido entre as partes.

Ao longo da manhã, o otimismo em Trigoria, sede do centro de treinamento giallorosso, só aumentava. De acordo com a Repubblica, o clube pretendia ver o holandês desembarcando em Roma até sexta-feira, com a negociação prestes a ser fechada nas 24 a 36 horas seguintes, com base em 47 milhões mais bônus e um contrato de cinco anos, a 4 milhões de euros anuais mais incentivos.

Por volta das 11h10, Alfredo Pedullà confirmava que o acordo entre Roma e West Ham estava em fase de conclusão. Pouco mais tarde, a Sky Sport informou que a resposta definitiva dos ingleses à última proposta romana era esperada a qualquer momento, e Fabrizio Romano completava o quadro afirmando que faltava apenas o aval final do presidente do West Ham.

O cenário, no entanto, começou a mudar drasticamente no meio da tarde. Segundo Matteo Moretto, o Al-Hilal entrou pesado na disputa, apresentando uma proposta robusta tanto ao West Ham quanto ao próprio jogador. Summerville, que até então parecia próximo de assinar com os italianos, passou a hesitar e a considerar seriamente o destino saudita. A Sky Sport reforçou ainda que a Roma não tinha intenção de entrar em uma guerra de lances.

A situação se agravou ainda mais quando o Al-Hilal apresentou uma oferta ainda maior para superar a concorrência. Filippo Biafora relatou que a Roma já havia enviado um voo (identificado como BOM1) até Roterdã, com a intenção de trazer o atacante a Ciampino ainda no início da tarde — mas o clube árabe já assumia clara vantagem na disputa.

Minutos depois, Fabrizio Romano confirmava que o Al-Hilal havia ultrapassado a Roma na corrida por Summerville, com uma proposta financeira extremamente alta ao jogador e a seus agentes, além de um entendimento já fechado com o West Ham. Restava apenas o aceite final do próprio atleta — última esperança da Roma de reverter o quadro.

De acordo com Alfredo Pedullà, o clube saudita havia esperado justamente o momento em que Roma e West Ham chegassem a um princípio de acordo para, então, entrar em cena com uma proposta salarial muito superior à romana. O West Ham, segundo o jornalista, deixou a decisão nas mãos do jogador, que passou a ganhar tempo diante da possibilidade de receber mais do dobro do valor oferecido pelos italianos.

Pouco depois, o The Athletic revelou que o Al-Hilal havia fechado acordo com o West Ham pela contratação de Summerville, em uma operação avaliada em 80 milhões de euros, com exames médicos já agendados. Faltavam apenas as últimas autorizações, mas o negócio caminhava para ser oficializado.

Como consequência direta, Filippo Biafora informou que o voo que traria o jogador de Roterdã até Roma havia sido cancelado. Pouco depois, Gianluca Di Marzio confirmou que a Roma via a contratação escapar para o Al-Hilal e já se movimentava atrás de alternativas, com o nome do norueguês Antonio Nusa surgindo como prioridade, além de Diego Moreira e Andreas Schjelderup também sendo monitorados.

À noite, porém, surgiu uma reviravolta: apesar de o Al-Hilal já ter um acordo fechado com o West Ham na casa das 55 milhões de libras, mais 10 milhões em bônus, Fabrizio Romano informou que tanto a Roma quanto os sauditas ainda aguardavam a resposta definitiva do próprio jogador — ou seja, a decisão final continuava nas mãos de Summerville.

Já de madrugada, o site Gianlucadimarzio.com reforçou que a Roma seguia esperançosa e não pretendia desistir enquanto o holandês não embarcasse, de fato, rumo à Arábia Saudita.

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