Ídolo da Roma relembra Sensi e avalia o momento do time de Gasperini

Texto por Colaborador: A. Rother 18/08/2026 - 02:00

Vincent Candela concedeu entrevista à Radio Romanista, dentro do programa Romanista Show. O ex-lateral da Roma relembrou passagens de sua relação com o histórico presidente Franco Sensi, comentou o momento da equipe comandada por Gian Piero Gasperini e ainda avaliou a evolução de Manu Koné.

As lembranças de Candela sobre Franco Sensi
Ao ser questionado sobre o que guarda na memória de Sensi, depois de tantos anos, Candela foi direto: "Sou grato a ele, me trouxe para Roma e me fez crescer como homem e como pai. Meus filhos nasceram aqui, afinal. Quando ele entrava, ninguém falava. Eu tinha uma ótima relação com ele e temos muitas lembranças que nos unem, como o título italiano. O tempo passa rápido, mas o que ele fez pela Roma é enorme. Ele comprou o Batistuta, gastou muito dinheiro...! A Roma era a paixão dele."

Perguntado se Sensi foi decisivo para destravar sua negociação com o Guingamp, o ex-lateral explicou que conversava mais com Perinetti e com o diretor-geral do clube na época, mas destacou um gesto importante do próprio presidente. "A negociação demorou um pouco, porque eu era forte... (ri). Mas quando cheguei, conversei com ele e entendi que homem grande ele era. Era um apaixonado pela Roma, falava como torcedor e era um grande empresário", relembrou.

Questionado sobre alguma frase ou episódio marcante ao lado de Sensi, Candela recordou um momento delicado envolvendo o Palermo, clube também comandado pelo presidente. Segundo ele, houve uma amistoso marcado, mas surgiram dificuldades com a diretoria local, e o pediram para avisar Sensi de que o time não entraria em campo. "Então fui até ele, bati na porta e falei com o Sensi sobre os problemas. Ele colocou a mão no meu ombro e disse: 'Nos vemos hoje à noite em campo!'. Quando voltei ao vestiário, depois de ver o sorriso dele, eu disse: 'Rapazes, vamos para o campo, está tudo certo!'. Jogamos, fizemos um bom jogo", contou. Ele também recordou outra ocasião em que foi conversar com Sensi sem o empresário, a pedido expresso do presidente, para assinar a renovação de contrato. "Esse era o presidente. E, por fim, o último momento é sobre a minha despedida. O Sensi me disse: 'Vincent, olha que vou te colocar no meu jardim!'. Tem muitos outros", completou.

"A Roma já era forte, com mais dois reforços seria perfeito"
Sobre o momento atual da equipe, Candela se disse bastante pragmático. "Depois de sete anos, estamos de volta à Champions League, fizemos uma temporada espetacular e precisamos dar confiança ao treinador e à diretoria. Vamos ver o que acontece até 31 de agosto, depois o campo vai falar. O time já era forte, e isso é importante; se chegarem mais dois reforços, é perfeito. É preciso ser mais competitivo. Mas o grupo está compacto, unido, e será um ano importante, além do centenário, que para nós, romanistas, é muito importante. Também será importante fazer uma grande temporada", afirmou.

Candela sobre Koné: "Na frente, pode ser ainda mais forte"
Ao comentar o desempenho de Manu Koné, Candela avaliou que o volante já chegou forte à Roma, mas evoluiu sob o comando do técnico Gasperini. "Ele pode melhorar no último passe e no chute, embora na Copa do Mundo isso tenha aparecido mais. Na defesa, ele é quase perfeito, tem segurança e capacidade de entender as dinâmicas do jogo; se entende bem com Pisilli, Cristante, recupera bolas... Na frente, porém, pode ser ainda mais forte", disse.

Questionado se Koné poderá ser peça central na seleção francesa comandada por Zinedine Zidane, o ex-lateral ponderou que a França tem muitos jogadores de qualidade na posição. "Temos muitos jogadores para aquela função! São uns quatro ou cinco, vamos ver como ele vai montar o time, que é diferente do estilo de Deschamps. Mas não sei o que dizer sobre o Koné, hoje. Com a Espanha, a Copa do Mundo foi perdida no meio-campo, não por culpa individual de ninguém. Com certeza, aquela é uma zona de campo importante", concluiu.

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