
Os entendidos da bola menosprezaram e criticaram você (há quem ainda não dê o braço a torcer). Alguns, mais audaciosos chegaram a questionar sua presença na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Para o seu lugar apontaram Jonas, Diego Souza, Diego Tardelli e Jô. Me pergunto: é ignorância ou falta de informação tamanha subestimação quando escutam seu nome? Peço-te humildemente, Roberto Firmino, perdoa-lhes, eles não sabem o que dizem.
Estúpidos, não se dão ao trabalho de analisar seus números com o mesmo respeito que fazem com os de outros. Nordestino (alagoano), dono de um estilo peculiar, tímido durante entrevistas, sem passagem pelos considerados 12 grandes do futebol brasileiro e sua ida ainda muito jovem ao futebol europeu talvez explique tamanho desprezo de grande parte da mídia brasileira – e brasileiros – por você.
Com 18 anos, em 2009, você estreou no futebol profissional com a camisa do Figueirense, que o tirou da base do CRB um ano antes. Em duas temporadas pelo clube catarinense, atuou 53 vezes – entre Campeonato Estadual e Série B – e anotou 12 gols. Bons números para um garoto que ainda não tinha completado nem 20 anos e jogava como meia e segundo atacante.
No inverno de 2011, desembarcou na Alemanha, para atuar pelo Hoffenheim. Lá você assombrou e passou a jogar em todas as posições do meio para frente. Em quatro temporadas na Bundesliga, disputou 153 partidas, fez 49 gols e distribuiu 36 assistências. Tal desempenho lhe rendeu sua primeira convocação à seleção brasileira, quando ainda era treinada por Dunga.
Desconhecido do público brasileiro, entrou em campo com a amarelinha pela primeira vez em 12 de novembro de 2014, diante da Turquia, no Şükür Saraçoğlu, em Istambul. No jogo seguinte, contra a Áustria, em Viena, marcou seu primeiro gol pelo Brasil. Dali em diante, sempre figurou entre os selecionáveis. E, claro, o que também pesou para você ser adquirido pelo maior clube da Inglaterra, naquela que seria a segunda contratação mais cara da história do Liverpool: 29 milhões de libras (cerca de R$ 140,5 milhões).
Agora, numa das maiores equipes do mundo, os brasileiros não poderiam ignorar você. Mas, ainda assim, o fizeram (e alguns continuam a fazer). Hoje, com menos ceticismo que antes. Confesso: seu início em Anfield foi desanimador – mas não desastroso. Critiquei. Hoje, porém, prestes a concluir sua terceira temporada com a camisa vermelha, não há outra palavra que o defina melhor: MONSTRO.
Os números não mentem: são 141 jogos, 50 gols marcados e 39 assistências. Sua participação durante os jogos e a importância que você tem para o time, contudo, transcende as estatísticas. Incansável, insistente, brigador... Nossa, como você é chato dentro de campo. Se eu fosse zagueiro, detestaria te encarar. Se existe alguém que personifique esse time do Klopp, essa pessoa é você.
Eu me rendo, me declaro e te venero. Graças aos deuses do futebol você renovou com a gente por mais cinco anos e, merecidamente, se tornou o jogador mais bem pago da história do Liverpool. Orgulhe-se disso. Cada centavo que cai na sua conta é mais do que merecido. Que seu lindo sorriso, com essa bela arcada dentária, continue iluminando Anfield Road. Nós te amamos, Bobby!
#YNWA
Por André Tobias. / Contatos: facebook.com/andrettobias - Twitter @andrettobias
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