Reprodução AS Roma TVGian Piero Gasperini avalia que a Roma evoluiu consideravelmente ao longo da campanha na Europa League, mas evita cravar se o time está entre os favoritos ao título da competição.
O confronto em Atenas começou da pior maneira possível para os romanos. Em apenas 15 minutos, Gianluca Mancini recebeu cartão vermelho direto por derrubar Milos Pantovic pelo ombro, impedindo clara chance de gol.
O Panathinaikos abriu o placar quando Vicente Taborda aproveitou cabeceada errada de Daniele Ghilardi na direção do próprio goleiro. No entanto, Jan Ziolkowski, com cabeçada de mergulho nos minutos finais, garantiu o empate heroico para a equipe que atuava com um jogador a menos.
Gasperini exaltou a raça dos jogadores. “Você pode criticar a Roma por muitas coisas, mas não pela personalidade demonstrada por todos esses atletas”, declarou o treinador à Sky Sport Italia. "Os lances decisivos fazem toda diferença no futebol e fomos azarados no gol de abertura com aquele cabeceio para trás. Por isso, imaginei que nossa melhor chance de empatar viria numa jogada de bola parada. Ziolkowski já tinha ficado perto do gol antes e foi brilhante ao permanecer na área para cabecear", completou.
A Roma teve uma extensa lista de desfalques nesta partida, sendo Paulo Dybala o mais recente. Com isso, o técnico precisou improvisar, mas os jovens do elenco responderam à altura.
"Trabalho com jogadores jovens há grande parte da minha vida, então dou responsabilidade a eles. Vi isso na Atalanta e agora aqui também: os atletas mais experientes sempre têm palavras de conselho e apoio para os garotos, servindo de exemplo e transmitindo confiança", afirmou Gasperini.
O resultado garantiu a oitava colocação e classificação direta às oitavas de final da Europa League, evitando os playoffs. A Roma só voltará a campo pela competição em março.
"Não sei se estamos entre os favoritos ou não, mas certamente melhoramos conforme a competição avançou, ganhando confiança e experiência. Não seria problema para mim disputar os playoffs, são apenas dois jogos e poderiam ser uma oportunidade valiosa de testar jogadores diferentes", ponderou o comandante.
"Onde o calendário apertado se torna um problema é nas lesões, porque quando você joga com tanta frequência, elas se tornam mais prováveis. Esse é o único ponto negativo. Se dependesse de mim, jogaria mais e treinaria menos", brincou o técnico, conhecido por seus treinos intensos.
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