Reprodução EurocomunicazioneO prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, concedeu entrevista à Rete Sport e trouxe atualizações sobre o tão aguardado novo estádio do clube giallorosso, garantindo aos torcedores que, desta vez, o projeto realmente sairá do papel, com a primeira pedra prevista para 2027.
Questionado se, depois de mais de 40 anos de promessas não cumpridas, pode finalmente tranquilizar a torcida, Gualtieri afirmou que, com o início da Conferência de Serviços decisória, cujo prazo se aproxima, não há mais dúvidas: o estádio será construído. Segundo ele, resta agora definir apenas os detalhes de como será erguido e quais características o equipamento terá. O prefeito reconheceu o ceticismo natural dos torcedores diante de tantos anúncios frustrados nos últimos anos, mas assegurou que o estádio será, sim, realizado, e que se trata de um projeto extraordinário por diversos motivos. Ele agradeceu publicamente à família Friedkin pelo investimento financeiro e recordou a memória dos antigos presidentes Dino Viola e Franco Sensi, que também sonharam em presentear os torcedores romanistas com uma casa própria. Para Gualtieri, a região de Pietralata se tornará uma joia da cidade, com todo um quadrante urbano requalificado e um enorme impacto econômico positivo.
Ao ser questionado sobre os três principais aspectos que tornariam esse projeto único frente a outros estádios já construídos, o prefeito destacou, em primeiro lugar, o próprio estádio como estrutura: uma arquibancada extraordinária, sem rivais na Europa, garantindo visibilidade perfeita de qualquer ângulo e um efeito acústico de "caldeirão" nunca visto. Em segundo lugar, ressaltou que o estádio não será anônimo do ponto de vista arquitetônico, tendo sido projetado, em comum acordo com a família Friedkin, para ser reconhecidamente "romano". A obra ficará a cargo de alguns dos melhores projetistas de estádios do mundo e representará, segundo ele, um presente à cidade também pelo desenho, pela escolha dos materiais e pelo impacto monumental. Gualtieri afirmou que o investimento, superior a um bilhão de euros, será integralmente bancado pela propriedade americana, e que os encargos pagos pelo clube serão revertidos em serviços para a população. Como terceiro ponto, mencionou a criação de dois parques - o central e o do próprio estádio -, somando uma área verde equivalente à Villa Celimontana, com trilhas para pedestres e arborização, cuja manutenção ficará sob responsabilidade do clube mesmo sendo espaços públicos. Ele destacou que a regeneração urbana de Pietralata é fundamental e representa a grande diferença em relação a projetos antigos, que sempre vinham acompanhados de enormes construções adicionais; desta vez, o acordo com os Friedkin prevê "zero novas edificações", apenas o estádio e uma grande área verde.
Sobre o clima político em torno do projeto, Gualtieri afirmou que a unidade entre os partidos é real e não apenas de fachada. Lembrou ter atuado como comissário de governo durante o Jubileu, destacando que, apesar das diferenças partidárias, há colaboração total nesse tema - como ficou evidente na coletiva de imprensa conjunta de segunda-feira, que oficializou seu papel e o do governador Rocca como subcomissários locais, além da figura do superintendente Sessa, responsável por todos os estádios do país. Segundo ele, ficou definido desde o início que o foco deveria estar nos fatos, e não em disputas políticas, o que vem garantindo eficiência e convergência entre as forças partidárias.
Questionado sobre qual seria o principal ponto de atenção na Conferência de Serviços, o prefeito explicou que, em vez do procedimento padrão, o projeto segue um rito comissarial com prazos mais curtos. Segundo seu cronograma, a Conferência de Serviços deve se encerrar entre o fim de agosto e setembro, com a autorização final saindo em tempo reduzido, já que boa parte do trabalho técnico foi adiantada nos últimos meses. Como exemplo, citou a cisterna romana encontrada no local, que será preservada e transformada em espaço museológico; questões acústicas e de proximidade com o hospital Pertini, disposição das árvores e mobilidade urbana também já foram analisadas junto aos órgãos municipais e regionais, restando apenas ajustes finais. Encerrada a Conferência de Serviços, será aberta uma licitação formal, conduzida pela prefeitura de Roma, para a concessão do direito de superfície - etapa exigida por lei, mas sem expectativa de concorrentes dado o valor do investimento necessário, processo que deve se resolver em poucos meses. Paralelamente, o clube giallorosso avançará na elaboração do projeto executivo, com milhares de páginas de detalhamento técnico a serem validadas, para então iniciar as obras em 2027. Gualtieri afirmou que o cronograma prevê, teoricamente, três anos de construção, mas que a Roma acredita ser possível concluir em menos tempo, com inauguração prevista entre 2030 e 2031. Ele lembrou ainda que o estádio de Pietralata está entre os cinco principais escolhidos para a candidatura italiana à Eurocopa de 2032.
Sobre possíveis problemas de mobilidade na região, o prefeito descartou grandes riscos, afirmando que, ao contrário do entorno do Estádio Olímpico, que enfrenta problemas graves de trânsito, Pietralata é justamente a área mais bem servida de infraestrutura de transporte, com duas estações de metrô além da estação ferroviária - resultado de uma escolha deliberada. Segundo ele, a Linha B do metrô está sendo reforçada, e uma nova tecnologia de sinalização permitirá aumentar a frequência dos trens já na abertura do estádio, incentivando o uso do metrô em toda a cidade, inclusive nos dias de jogo. Haverá também reforço de ônibus, estacionamentos adequados e um sistema pensado para o fluxo de pedestres, respeitando o acesso ao hospital Pertini, além de uma via cicloviária e para pedestres ligando a estação Tiburtina diretamente ao estádio, por meio de pontes.
Ao final, questionado de forma descontraída sobre como é a personalidade de Dan Friedkin, Gualtieri o descreveu como uma pessoa muito simpática e um empresário sério, que busca sempre o melhor resultado e acredita profundamente no projeto - basta observar, segundo ele, como ficou a reformada Trigoria. O prefeito afirmou que o desejo de Friedkin é construir um estádio memorável e icônico, e que, apesar de nem sempre estar fisicamente presente, quando surge a oportunidade de conversar com ele, o diálogo é rico e abrange diversos assuntos.
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