Texto por Colaborador: A. Rother 09/04/2026 - 05:00

A Roma não disputa a Champions League há sete temporadas. E, com apenas sete rodadas para o fim do campeonato, o cenário não inspira otimismo: o clube romano precisa superar rivais como Como e Juventus à frente, enquanto mantém distância suficiente da Atalanta, que pressiona a apenas um ponto de distância.

A diferença para a zona de classificação à Champions é de quatro pontos. O risco de nem mesmo garantir uma vaga em competições europeias existe — e isso apesar de um investimento que já ultrapassa a casa do bilhão de euros desde que os Friedkin assumiram o controle do clube, em 2020.

O paradoxo fica ainda mais evidente quando se olha para o outro lado do projeto da família americana. Desde dezembro de 2024, os Friedkin também comandam o Everton, clube de Liverpool que vive uma temporada completamente diferente na Premier League. Os Toffees, que anos atrás lutavam desesperadamente para não cair, agora brigam por uma vaga nas competições europeias — e estão a apenas três pontos da Champions.

A transformação do Everton é notável. Com cerca de 700 milhões de euros investidos em aproximadamente um ano de gestão, o clube inglês já parece mais próximo da elite europeia do que a própria Roma, conforme aponta o portal Calcio&Finanza. Vale lembrar que, na Inglaterra, a disputa pelas primeiras colocações é historicamente mais acirrada — o que torna o desempenho do Everton ainda mais expressivo. Na atual temporada, aliás, o quinto lugar na Premier League já garante acesso à Champions League.

O contraste entre os dois clubes administrados pelos mesmos donos é, no mínimo, desconcertante.

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