Texto por Colaborador: A. Rother 10/04/2026 - 04:00

Na véspera do confronto contra o Pisa, Gian Piero Gasperini apontou o caminho que acredita ser o mais adequado para a Roma no futuro: sem revoluções, mas com contratações mais certeiras — no estilo do que representaram Malen e Wesley para o clube. A síntese do raciocínio do treinador foi esta: "O objetivo é melhorar as equipes de volta em volta. Vi que a Roma nos últimos dois anos contratou 30 jogadores, dos quais 4 ou 5 estão jogando agora, talvez menos. Não culpo ninguém, mas talvez seja preciso definir outros alvos. Em Roma vi equipes e jogadores importantes, o torcedor sabe reconhecer os bons. Sou mais favorável a poucos jogadores do que a 30. É a minha ideia."

O técnico chegou perto: na realidade, foram 27 jogadores contratados entre o verão de 2024 e janeiro de 2026. Na gestão de De Rossi, chegaram Ryan, Dahl, Saud, Le Fée, Saelemaekers, Dovbyk, Koné, Soulé, Hermoso e Hummels — dez reforços. Em janeiro, o grupo se ampliou com Gourna-Douath, Gollini, Salah-Eddine e Rensch.

Já na era Massara como diretor esportivo, outros doze nomes desembarcaram na capital italiana: Vasquez, Wesley, El Aynaoui, Bailey, Ziolkowski, Ghilardi, Ferguson, Tsimikas, Vaz, Malen, Venturino e Zaragoza.

De toda essa lista, apenas cinco se consolidaram como titulares: Soulé, Koné, Hermoso, Wesley e Malen. Isso representa apenas 18% do total de contratações. Os demais ou já deixaram o clube ou figuram como opções de banco.

O raciocínio de Gasperini é claro: menos quantidade, mais qualidade. Agora cabe à diretoria atender às demandas do treinador — independentemente de a Roma conquistar ou não uma vaga na Champions League.

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