Reprodução Vídeo ESPNMatias Soulé e Abel Balbo participaram do formato AS Roma Podcast, no qual conversaram sobre a ligação com a Argentina, a relação com o clube e lembranças de momentos marcantes da carreira, incluindo o clássico e a possibilidade de disputar uma Copa do Mundo.
Durante a conversa, Soulé comentou como se sentia após o treinamento: “Está tudo bem. Um pouco cansado, mas bom.” Balbo, por sua vez, falou sobre a rotina atual fora do futebol: “Sim, porque agora atingi certa idade. Menos chance de se machucar!”.
Ao abordar sua ligação com a cidade, o ex-atacante relembrou a trajetória após chegar ao clube. “Não, eu nunca fui embora. Depende muito de como você está em um lugar e de como as coisas vão ser. Isso também é importante. Se você se sair bem, sempre tive um ótimo relacionamento, começando pelo presidente, que era como um pai. O presidente Sensi me fez vir buscar em casa. Sempre tive uma relação extraordinária com os torcedores e esta cidade sempre foi meu lar. Por isso fiquei para morar aqui.”
Soulé, que está há cerca de um ano na cidade, comparou a experiência com outros lugares por onde passou na Itália. “Estávamos falando sobre isso antes. Roma é muito diferente. Como eu disse, é muito parecido com a Argentina. Aqui está tudo. A relação entre ciganos e argentinos... Talvez seja diferente de outras nacionalidades. Além disso, há o clima. Acho que é uma das melhores cidades do mundo.”
Balbo também explicou por que a passagem pelo clube foi determinante em sua carreira. “Foi especial porque, na Roma, minha carreira realmente explodiu. Eu queria jogar em um grande time italiano e, nos anos 90, a liga italiana era a melhor. Os melhores do mundo jogavam lá. Foi difícil se mudar por causa das restrições para cidadãos não pertencentes à UE. Eu queria chegar em um time incrível e Roma foi perfeito. Fiquei encantado quando assinei. Eu já tinha jogado quatro temporadas no Udinese na Serie A e havia jogado na Copa do Mundo. Eu era mais maduro. Mas devo dizer que gosto muito do Mati: ele tem uma personalidade incrível. Aos 21 anos, jogando no Olímpico, sempre pedindo a bola, arriscando riscos, pulando por cima do homem e tentando de novo mesmo depois de um erro... Isso diz muito. Erros são permitidos quando você é jovem, importa como você reage. E ele sempre continua”.
Ao falar sobre a escolha de jogar no clube, Soulé afirmou: “Quando eu estava na Juventus, eu queria vir aqui. Foi uma escolha fantástica. Como diz Abel, é um grande clube e um grande time. Esperamos dar muitas alegrias aos fãs”.
Balbo relembrou ainda diferentes fases vividas no período em que atuou pela equipe. “Cada temporada era diferente. A primeira foi a reconstrução: Roma quase havia falido. Tivemos que reconstruir do zero. Não tínhamos grandes ambições e não jogávamos nas copas. No último período, porém, vencemos o Scudetto, com um time cheio de campeões. Períodos muito diferentes, mas sempre com a mesma paixão. Já vivi momentos muito difíceis e momentos incríveis de celebração. Vencer o Scudetto com Roma é algo único. Espero que um dia o Mati também possa experimentar”.
Ao recordar o gol no clássico da temporada passada, Soulé descreveu a sensação vivida em campo. “Estávamos no placar, então foi ainda mais incrível. Foi meu primeiro gol no Olímpico. Estávamos jogando fora, mas nossos torcedores estavam lá. Eu não imaginei tal emoção. Eu nem sabia se ela tinha entrado. Quando ele acertou a trave, achei que não era gol. Então vi o sinal do árbitro e comecei a comemorar.”
Balbo também recordou seu próprio momento no clássico. “Sim, foi 1-0. Um ótimo cruzamento, fiz um bom movimento e apoiei minha cabeça. O defensor levantou a perna e eu enfiei a cabeça mesmo assim. Acabei indo ao hospital duas vezes depois de perder a consciência. Dois jogos, dois golpes no rosto. Mas como centroavante você sabe que isso pode acontecer. Faz parte do trabalho. Marcar sob a Curva Sud em um clássico é a melhor sensação que você pode experimentar. Naquele dia cheguei em casa e nem consegui entrar: havia presentes por toda parte, bolos, champanhe. Foi um dia inesquecível”.
O jovem atacante também comentou a convivência com Paulo Dybala. “Incrível. Eu já o conhecia antes de chegar aqui, mas aqui nos tornamos mais amigos. Estamos sempre juntos. Dentro de campo, todos sabemos do que ele é capaz, mas fora de campo ele é uma pessoa extraordinária. Isso é o que mais importa na vida. Ele é ótimo dentro e fora de campo.”
Balbo relembrou ainda a relação com Gabriel Batistuta. “Nos conhecemos desde que éramos crianças na casa do Newell. Jogamos juntos na seleção nacional, em duas Copas do Mundo, na Fiorentina, na Roma. Ele me enganou com Parma: mandou eu ir para Parma e que ele também iria. Eu fui, ele não. Ainda estou esperando! Ganhar o Scudetto e a Supercopa em Roma é algo único. Você fica animado com duas ou três vitórias seguidas, imagine ganhar um Scudetto. É inesquecível. Espero que o Mati também possa experimentar.”
Por fim, Soulé falou sobre a possibilidade de disputar uma Copa do Mundo. “Sim, eu adoraria tocar. Para nós, argentinos, representar a seleção nacional é algo mágico. Ainda não estrei, mas já joguei algumas partidas e foram experiências especiais. Nem consigo imaginar o que significa fazer minha estreia no time principal.”
Balbo respondeu incentivando o jovem jogador. “Você tem tempo. Você é jovem, tem 21 anos. Estrei-me aos 24 anos, na Copa do Mundo. Joguei três. Você tem todo o tempo do mundo.”
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