Texto por Colaborador: A. Rother 07/04/2026 - 02:00

A exibição da Roma em San Siro foi perturbadora. Cinco gols sofridos em menos de uma hora, uma derrota acachapante e uma torcida que não poupou críticas — inclusive ao trabalho de Gasperini. Mas, no debate pós-jogo na Sky, o jornalista Riccardo Gentile foi na direção contrária e apontou a sociedade como a verdadeira responsável pela situação do clube.

Gentile reconheceu que o começo de temporada da Roma foi surpreendente, mas argumentou que o nível apresentado no início não correspondia à realidade do elenco. Nas suas palavras: "A Roma está vivendo um momento difícil, mas no início da temporada estava acima das suas possibilidades e da qualidade do seu elenco. Foi também fruto de sorte; no final, os valores reais aparecem: este é um time, uma sociedade que desde 2019 não joga a Champions League e que alternou 6 treinadores em 6 anos."

Para ele, os resultados oscilantes da Roma não são novidade — são um padrão. O clube historicamente flutua entre o quinto e o sétimo lugar, sem conseguir se firmar entre os quatro primeiros. E isso, segundo Gentile, diz muito mais sobre a estrutura do clube do que sobre quem está no banco. "Os resultados do grupo sempre foram esses. A Roma sempre oscilou entre o quinto, o sexto e o sétimo lugar", afirmou.

O jornalista foi além e deixou claro onde acredita estar o nó do problema: "Começo a suspeitar que não é o treinador o problema deste clube, mas a gestão societária e, sobretudo, a qualidade dos jogadores, a qualidade média. Não são de meio de tabela, mas também não são jogadores que automaticamente te colocam entre os quatro primeiros… pode-se lutar, pode-se competir."

A análise de Gentile reforça uma visão que cresce entre observadores do futebol italiano: enquanto a Roma não resolver suas questões estruturais — de gestão e de elenco —, a troca de treinadores continuará sendo um tratamento para os sintomas, não para a doença.

Categorias

Ver todas categorias

Você aprova a escolha de Gasperini para comandar a Roma?

Sim

Votar

Não

Votar

153 pessoas já votaram