Texto por Colaborador: A. Rother 27/03/2026 - 02:00

Alessandro Faiolhe Amantino, o eterno Mancini dos torcedores da Roma, é uma das figuras mais queridas da história recente do clube. Atacante imprevisível e de qualidade técnica fora do comum, o brasileiro marcou uma geração de tifosi e ainda hoje é lembrado com carinho. Em entrevista exclusiva ao Soccer Magazine, ele falou sobre a atualidade do futebol italiano, sua relação com ex-companheiros e o futuro da Roma.

Sobre a briga pelo título italiano, Mancini mantém a Inter como favorita, mesmo após alguns tropeços recentes. "Nas últimas rodadas a Inter teve resultados decepcionantes, mas ainda é a favorita para vencer o Scudetto segundo minha opinião. O Milan e também o Napoli podem surpreender; de qualquer forma, ainda está tudo em aberto. Nas últimas partidas, o campeonato vai ficar muito mais interessante, mas eu ainda mantenho a Inter como favorita", avaliou.

Sobre a Juventus, Mancini foi direto: a seu ver, o clube bianconero atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história recente e precisa repensar seus planos. "Historicamente a Juventus sempre foi protagonista do campeonato, mas nos últimos anos está sofrendo muito; é uma equipe que encontra muita dificuldade na continuidade. O técnico Spalletti conseguiu dar um sistema de jogo razoavelmente bom, mas o time sofre e vive um momento muito difícil. Na minha opinião, a Juventus já deve pensar na próxima temporada enquanto continua lutando por uma vaga na Champions", disse.

Quando o assunto é a Roma, o ex-atacante falou com emoção. Ele revelou que mantém contato regular com Daniele De Rossi — com quem dividiu o quarto quando chegou ao clube — e defendeu com convicção o retorno de Francesco Totti à estrutura do clube. "Eu vivi momentos maravilhosos na Roma, momentos lindíssimos que vão permanecer na minha memória e na história da Roma. Falo de vez em quando com De Rossi; é alguém com quem ficou uma amizade e um respeito mútuos, também porque quando cheguei à Roma ele foi meu companheiro de quarto. Eu o admiro", disse Mancini, antes de exaltar Totti. "Eu com certeza confiaria em Francesco Totti, porque ele é uma bandeira, uma lenda, romano e romanista. Conhecemos sua história e o quanto ele está ligado à Roma; eu apostaria nele. Seria importantíssimo para fazer aquela ponte entre a sociedade e os jogadores. Eu apostaria de verdade em Francesco na Roma."

Sobre a crise da Lazio, Mancini enxerga o problema de forma mais ampla, como algo que prejudica o futebol da capital como um todo. "O momento da Lazio não é bom para a Lazio, mas tampouco para a capital, porque ter duas equipes que joguem bem é importante para a cidade e para a rivalidade. Isso dá mais combustível para a competitividade e para a história dessas duas equipes, da capital e do derby. Então ver a Lazio assim em crise, na minha opinião, não é bom para o futebol de Roma, digamos assim. Para os torcedores sim, porque ficam se zoando uns aos outros, mas ver o Estádio Olímpico vazio quando a Lazio joga é o reflexo de um jogo feio, de uma equipe que não é competitiva."

Por fim, Mancini lamentou o que poderia ter sido a carreira de Mario Balotelli. Para ele, o talento nunca faltou — faltou gestão. "Mario era um talento, um jogador com uma qualidade técnica acima da média. Mas na minha opinião ele se perdeu por coisas fora de campo. Ele se envolveu em muitas polêmicas. Se ele tivesse tido talvez alguém próximo, se tivesse feito uma reflexão sobre a própria carreira no sentido de administrá-la melhor, ser mais tranquilo, falar menos… ele perdeu um pouco o 'timing', digamos. Mas era um jogador fantástico. Tinha força, técnica. Uma pena para o futebol italiano, porque poderia ter sido muito mais útil."





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