Texto por Colaborador: Rother 09/03/2026 - 11:11

Os resultados decepcionantes das últimas semanas colocaram novamente em debate o mercado de transferências da Roma entre o verão de 2025 e o inverno de 2026. A situação levou torcedores e pessoas ligadas ao clube a analisarem com mais atenção o trabalho do diretor esportivo Frederic Massara.

A avaliação do período apresenta dois lados distintos. Por um lado, o clube realizou investimentos considerados positivos em jovens talentos, principalmente para o setor defensivo. Por outro, surgem críticas claras à montagem do ataque, justamente o setor que o técnico Gian Piero Gasperini apontou como prioridade desde que chegou.

Na defesa, a Roma fez movimentos voltados ao futuro. A contratação de Daniele Ghilardi junto ao Hellas Verona por cerca de 10 milhões de euros é vista como uma escolha acertada. O zagueiro nascido em 2003 mostrou personalidade, margem de evolução e qualidades que indicam potencial para um futuro importante.

Outro investimento destacado foi a chegada de Wesley França, contratado do Flamengo por cerca de 25 milhões de euros. O valor é considerado elevado, mas as atuações iniciais indicam que o lateral brasileiro pode valorizar ainda mais nos próximos anos.

A contratação do jovem zagueiro Jan Ziolkowski também recebeu avaliação positiva. Embora ainda esteja no início da trajetória no clube, o jogador mostrou qualidades que podem torná-lo uma peça útil no elenco ou até gerar retorno financeiro no futuro.

Se o setor defensivo apresenta sinais positivos, o ataque continua sendo o principal ponto de questionamento. Desde o início do trabalho, Gasperini deixou claro que o clube precisava de reforços ofensivos de alto nível para competir com as principais equipes da Itália e da Europa.

Nesse contexto, a contratação que mais se destacou foi a de Donyell Malen, concretizada na janela de janeiro e desejada pelo treinador. Segundo relatos, a operação também contou com a intervenção direta dos proprietários Dan Friedkin e Ryan Friedkin para ser concluída.

Nas demais movimentações, porém, o cenário é considerado menos convincente. No verão, o centroavante solicitado por Gasperini para substituir Artem Dovbyk não foi contratado, e o atacante permaneceu no elenco apesar de não ter total aprovação do treinador. Já a chegada de Evan Ferguson, do Brighton, acabou sendo vista como uma aposta, marcada pelos problemas físicos que acompanham o atacante irlandês.

Outra operação que não trouxe o impacto esperado foi a contratação por empréstimo de Leon Bailey, vindo do Aston Villa. O ponta jamaicano teve pouca participação e acabou retornando à Inglaterra após uma passagem discreta.

Um dos pontos mais citados nas críticas é a ausência de um ponta ofensivo esquerdo com características específicas desejadas por Gasperini, um jogador capaz de criar superioridade individual e aumentar o perigo ofensivo da equipe. Esse perfil não foi contratado nem no verão nem na janela de janeiro.

A chegada de Bryan Zaragoza no inverno também não mudou o cenário até agora, já que o jogador ainda não conseguiu se firmar no time. A situação é diferente no caso de Lorenzo Venturino, visto mais como um investimento para o futuro, ainda com pouca experiência na Serie A.

Outro nome citado é Robinio Vaz, contratado por 25 milhões de euros, mas considerado ainda imaturo para um campeonato como o italiano.

Lesões ao longo da temporada também contribuíram para aumentar as dificuldades ofensivas do time. O resultado é um elenco considerado curto justamente no setor que Gasperini considera central em seu modelo de jogo.

Esse desequilíbrio entre planejamento e resultados alimenta o debate sobre o trabalho de Frederic Massara. As próximas semanas devem trazer mais respostas não apenas sobre o final da temporada da Roma, mas também sobre as decisões da diretoria em relação ao comando da área técnica e à estratégia de mercado do clube.

(Via giallorossi.net)





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