Texto por Colaborador: A. Rother 31/05/2026 - 04:00

O tempo passa e, salvo imprevistos, o início das obras do novo estádio da Roma se aproxima. Andrea Abodi, ministro do Esporte e da Juventude da Itália, concedeu uma entrevista à Sky TG24 e falou sobre o cronograma do projeto.

O ministro admitiu que gostaria de ter avançado com mais rapidez: "Estamos progredindo. Eu teria querido ser mais ágil, mas, assim como aconteceu com Milão-Cortina, estaremos prontos para as avaliações que a UEFA puderá realizar. Roma, Milão e Turim já têm seu destino definido. Faltam dois, mas há canteiros abertos e projetos em andamento."

Abodi garantiu que uma virada de ritmo está próxima: "O engenheiro Sessa está trabalhando em ritmo acelerado. Os primeiros atos para o estádio da Roma já foram assinados. Vocês verão uma aceleração nos próximos meses que vai nos permitir dizer que conseguimos mais uma vez — mas não será um evento isolado. Será a consolidação de um modelo de estádio que dará à Itália maior competitividade nesse campo. Um estádio de reserva deve ser adicionado, talvez para a Euro 2032. Há um estádio que está nascendo em silêncio em Veneza — vamos descobrir a qualidade do trabalho de toda uma equipe."

O ministro encerrou falando sobre o futebol italiano de modo mais amplo: "Estamos entrando em uma espécie de feitiço. Precisamos encontrar o método certo. Não acredito que o talento tenha desaparecido — ele simplesmente adormeceu. Estamos negligenciando e chegando ao ponto de negar sua existência. Acredito que a prioridade das prioridades são os jovens. A política, a estrutura da FIGC, o formato dos campeonatos, a Justiça Desportiva… Tudo isso é importante e deve contribuir para a credibilidade do sistema, mas tudo gira em torno do modelo técnico, da busca e do treinamento do talento — que muitas vezes foi sacrificado em nome de um determinado estilo de jogo. Há muitos jovens que não têm uma relação tão familiar e amigável com a bola como deveriam ter. Nem sempre se tem a sensação de que um jogador é livre para driblar o adversário. Se não vencemos mais a Copa do Mundo, parte da razão está nisso. É fácil demais buscar talento no exterior — talvez seja mais simples do ponto de vista burocrático, talvez custe menos. Precisamos encontrar formas de ser mais competitivos no mercado interno."