Texto por Colaborador: A. Rother 30/09/2026 - 02:00

Após a ótima notícia do aval definitivo dado na última sessão da Conferência de Serviços para o novo estádio da Roma, o secretário de Urbanismo da capital, Maurizio Veloccia, concedeu entrevista à Teleradiostereo e aproveitou para alfinetar o ex-presidente do clube, James Pallotta: “O projeto de Tor di Valle tinha o seu charme, mas, para sustentar o plano econômico-financeiro, eram necessárias também outras obras, como o centro comercial etc… Por isso me sinto à vontade para dizer que o dos Friedkin é melhor. Aquele estádio, sem aquele milhão de metros cúbicos a mais de infraestruturas, não teria sido possível. É importante fazer o estádio, não os centros comerciais e os escritórios”.

Veloccia seguiu: “O caminho foi complicado. O de ontem era uma passagem determinante e ter encerrado a Conferência de Serviços com consenso unânime é motivo de orgulho. Agora falta a ‘licitação’, que é uma passagem formal, depois a Roma deverá entregar o projeto executivo. Na primavera esperamos a pedra fundamental. Até ontem estávamos com o coração acelerado porque havia muitíssimas coisas a enfrentar. Agradeço também ao comissário Sessa, houve um trabalho de equipe. Podem ser feitas as obras pequenas e grandes, o mais já foi feito e depois, finalmente, as obras vão começar. Aquela área já foi escavada com as investigações arqueológicas e houve intervenções. Quando virmos a pedra colocada, será a coroação de anos e de muita paixão que foi dedicada”.

O secretário também disse: “Queríamos demonstrar que em Roma as coisas podem ser feitas. Sinto que posso dizer que todos os obstáculos foram superados. Falamos de uma obra de um bilhão e meio. É evidente que é impossível que não haja algum imprevisto, mas todos os problemas foram superados e fizemos um trabalho extraordinário. Mas todas as instituições deram o aval e isso é importante. Este estádio fazemos para a cidade, para os torcedores da Roma e para a Eurocopa. Precisamos estar prontos para 2032. Respondemos a todos os problemas, como o tema da acessibilidade ao Pertini. Chegar ao estádio de transporte público é um salto de qualidade e os romanos vão entender isso. Além do estádio, aquele quadrante será requalificado, e isso não acontecia havia 40 anos”.

Sobre os possíveis preços dos ingressos, Veloccia declarou: “A Roma, nestes anos, adotou políticas certas de preços para trazer as pessoas de volta ao estádio. Gostaria que fosse um estádio popular, depois não entro nas estratégias de marketing da sociedade”. Sobre as exigências obrigatórias para a abertura do estádio, afirmou: “São todas necessárias, as de mobilidade deverão ser construídas em paralelo, porque precisamos garantir a acessibilidade a todos”.

Por fim, deu sua opinião sobre o projeto do novo estádio da Lazio: “Casamento se faz a dois. É fundamental que Lotito acolha todas as observações, como fizeram os Friedkin. As problemáticas que surgiram terão de ser resolvidas pela Lazio”.

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