Texto por Colaborador: A. Rother 06/06/2026 - 01:00

A temporada foi, de forma geral, muito positiva para a Roma. Terceiro lugar na Serie A e vaga na Champions League depois de oito anos de ausência são conquistas que ninguém tira dos giallorossi. Mas, dentro dessa campanha vitoriosa, alguns dados merecem atenção — e o mais evidente deles é o desempenho fora de casa.

Nas 19 partidas disputadas como visitante ao longo do campeonato, a Roma somou 10 vitórias, um empate e oito derrotas, totalizando 31 pontos. O aproveitamento coloca o clube apenas na sétima posição no ranking de rendimento fora de casa, atrás de rivais diretos como Juventus, Milan e até Bologna. O contraste com o desempenho no Olímpico é gritante: jogando em casa — excluindo o derby disputado como visitante —, os romanos registraram 13 vitórias, três empates e três derrotas, com 42 pontos. Foram apenas um ponto a menos que o Napoli e três abaixo da Inter, campeã italiana.

Identificar a causa exata do rendimento inferior longe de Roma não é simples. O fator psicológico, uma postura diferente diante do adversário ou a ausência do empurrão da própria torcida — impedida de comparecer por restrições de deslocamento — provavelmente contribuíram juntos para esse comportamento. O que os números mostram é que, em pelo menos duas ocasiões, a queda de rendimento foi especialmente severa.

Em Cagliari, na partida de ida, a Roma sofreu uma derrota por 1 a 0 com gol de Gaetano numa das piores exibições da temporada: poucas chegadas ao gol e um ambiente tenso, agravado pela expulsão direta de Celik. Contra o Genoa do ex-treinador De Rossi, a situação não foi muito diferente. A derrota por 2 a 1 foi acompanhada por uma atuação sem brilho e por um pênalti claro não marcado por toque de mão de Malinovskyi. Em Udine, mais uma derrota por 1 a 0.

Nos confrontos com as equipes de maior expressão, o saldo também foi negativo. Nos dois jogos em San Siro, a Roma saiu de mãos vazias. Contra o Milan, a eliminação veio com o sabor amargo de um pênalti desperdiçado por Dybala nos minutos finais. Contra a Inter, o placar elástico de 5 a 2 escondia uma das piores passagens da temporada: quatro gols sofridos em apenas 18 minutos no segundo tempo. Também doeu o 2 a 1 no Allianz Stadium diante da Juventus e o resultado idêntico no Sinigaglia contra o Como — neste caso, com uma expulsão de Wesley amplamente questionada, pelo segundo cartão amarelo.

Com o retorno à Champions League e o nível de exigência que isso impõe, elevar o rendimento fora de casa passa a ser uma das prioridades para a próxima temporada. A Roma sabe que, para brigar de igual para igual pelo título, não pode se dar ao luxo de coletar pontos apenas em casa.

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