Texto por Colaborador: Rother 04/03/2026 - 04:00

A burocracia em torno do novo estádio da Roma em Pietralata dá mais um passo à frente. Conforme informações do jornalista Alessio Di Francesco, a comissão de Patrimônio foi convocada para o dia 5 de março, às 9h. Há ainda a possibilidade de que a comissão de Obras Públicas seja incorporada à reunião para agilizar o processo.

É nessa etapa que a parte financeira do projeto começa a se definir com mais clareza.

66 mil euros por 90 anos — e depois o estádio volta ao município
Segundo o jornal Il Messaggero, o Município concederá à Roma o direito de superfície sobre o terreno de Pietralata. Em troca, o clube pagará 66 mil euros anuais aos cofres municipais por um período de 90 anos. Ao final desse prazo, salvo acordos diferentes, o estádio passará automaticamente ao patrimônio de Roma Capitale.

O valor do aluguel e dos encargos foi calculado com base no plano econômico certificado do financiamento do projeto, que garante o equilíbrio financeiro sem nenhuma contribuição da administração pública. A partir do segundo ano, o aluguel será reajustado anualmente em 2%.

Custos de construção e encargos: o que está previsto
De acordo com o jornal Il Fatto Quotidiano, o clube pagará ao município apenas 32 milhões de euros de uma só vez a título de encargos de construção. O projeto prevê receitas superiores a 150 milhões de euros e um lucro de aproximadamente 60 milhões já a partir da primeira temporada de atividade.

O custo efetivo da construção do estádio está estimado em 633 milhões de euros. O restante do valor total é composto por custos acessórios, como imprevistos, despesas técnicas e juros bancários. Entre os encargos previstos, estão 10 milhões de euros de contribuição extraordinária de urbanização — compensados pelo Parque Central e por obras de infraestrutura — e mais 16 milhões em obrigações urbanísticas, que serão compensadas por intervenções estruturais ligadas ao estádio e pela reforma da estação de metrô Quintiliani.