Texto por Colaborador: Rother 21/03/2026 - 02:00

Eliminada da Europa League, a Roma concentra agora todas as fichas na busca pela classificação à Champions League via campeonato. E não falta otimismo para quem viveu o clube de perto. David Pizarro, em declarações à margem da conferência de imprensa de apresentação do primeiro Raduno Indoor da Operação Nostalgia, realizado em Roma no Palazzo degli Uffici — e reproduzidas pelo jornal Il Tempo —, se mostrou confiante na capacidade da equipe de virar o jogo na reta final da temporada. "A Roma pode absolutamente chegar em quarto e se classificar para a Champions League. Temos de ir até o fim", disse o ex-meia.

Sobre a eliminação diante do Bologna, Pizarro admitiu a surpresa. Segundo ele, a eliminação foi inesperada, pois acreditava que as coisas poderiam ter tomado um rumo diferente. O Bologna apresentado nas oitavas não era o mesmo do campeonato, e a eliminação dói ainda mais por ter acontecido em casa, diante de uma torcida que, mais uma vez, demonstrou ser uma das melhores da Itália.

O ex-jogador também abordou a relação da Roma com Gian Piero Gasperini, ressaltando a importância de manter o treinador no comando mesmo diante das turbulências. Para Pizarro, a Roma tem um grande treinador e precisa valorizá-lo. Gasperini fez um excelente trabalho no passado e também nesta temporada. É seu primeiro ano, e ele ainda está conhecendo a cidade de Roma — algo completamente diferente de Bergamo. O ex-meia desejou sempre o melhor ao mundo Roma, e avaliou que a experiência de Gasperini será fundamental para superar o momento difícil. A pausa do calendário também deve ajudar a reorganizar as ideias. Em grande parte da temporada, a equipe demonstrou saber praticar um futebol que diverte os torcedores giallorossi.

Ao falar sobre o atual momento da Roma, Pizarro reconheceu que esquecer o que aconteceu nas últimas três semanas não é fácil, pois muita coisa inesperada ocorreu. Agora, na visão dele, o mais importante é descansar e dar aos jogadores um tempo para não pensar demais, porque o campeonato ainda está ali. Uma vitória e tudo volta a se encaixar. Pizarro avaliou que os problemas mentais, às vezes, são mais críticos do que os físicos. Não ter fechado a partida contra a Juventus — ainda que possa ser uma fatal coincidência — pesou na cabeça dos jogadores e poderia ter sido um grande impulso. No futebol, quando você não fecha certas partidas, elas voltam para te assombrar.





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