Texto por Colaborador: A. Rother 25/04/2026 - 02:00

O returno do campeonato italiano escancarou uma das maiores fragilidades da Roma: a incapacidade de mudar o rumo das partidas com as substituições. Com o desgaste físico do elenco, agravado pelas ausências de Paulo Dybala, Soulé, Wesley e Koné, o rendimento da equipe caiu de forma visível — e Gasperini não encontrou no banco respostas suficientes para reverter esse quadro.

Os números são preocupantes. No segundo turno, apenas três jogadores que entraram como reservas marcaram gols: Pellegrini, Vaz e Pisilli — contribuição que gerou quatro pontos para os giallorossi. Considerando todo o campeonato, foram sete gols de jogadores que não iniciaram como titulares, conforme apurado pelo Corriere dello Sport.

Para efeito de comparação, a Internazionale lidera essa estatística com 12 gols saídos do banco, seguida por Atalanta e Juventus, ambas com dez. O dado que mais incomoda, porém, é outro: Genoa, Como e Cagliari — equipes que brigam contra o rebaixamento — somaram nove gols cada uma com seus reservas, ficando à frente da Roma nesse quesito.

A situação é agravada por mais um indicador. Entre todos os clubes da Serie A, apenas Lecce, Genoa, Napoli e Parma realizaram menos substituições que os romanos ao longo da temporada. Gasperini não foi além de 153 trocas, reflexo direto da escassez de opções qualificadas à disposição no banco de reservas.

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