Texto por Colaborador: A. Rother 27/07/2026 - 04:00

A Roma está prestes a fechar com Santiago Castro. O negócio com o Bologna está avaliado em €35 milhões — valor fixo mais bônus — e um acordo é esperado para esta segunda-feira. O argentino nascido em 2004 chega como mais um sul-americano para Gasperini, que já conhece bem o perfil do jogador.

A trajetória de Castro começa em Liniers, subúrbio de Buenos Aires, onde ingressou no Vélez aos 7 anos. Saiu em 2024 para o Bologna, onde conquistou a histórica Coppa Italia contra o Milan e chegou às quartas da Liga Europa no ano passado — curiosamente eliminando os próprios Giallorossi, fase em que marcou um gol e deu uma assistência. Mas foi o Estádio Olímpico que o encantou. Na última temporada, somou onze gols pelo Bologna.

Garra, faro de gol e habilidade — as marcas registradas dos atacantes argentinos — definem bem Castro. Começou jogando futsal e iniciou a carreira no futebol de campo como lateral-direito, até que o técnico Daniel Cielinski lhe propôs atuar como atacante. A decisão mudou sua vida. Seus três ídolos são Diego Milito, Carlos Tevez e Lucas Pratto — este último, inclusive, foi seu companheiro no Vélez. A comparação com Tevez o deixa sem graça: "Eu me pareço um pouco com o Tevez? Um pouco, sim, talvez... O Carlos sempre foi um ídolo, um modelo a seguir: mas ele é ele mesmo, né..." Também é comparado a Lautaro Martínez, daí o apelido "O Touro". Outros nomes o acompanham desde criança: Toto — abreviação de Tomás, seu nome do meio —, Locomotiva, pela força e velocidade, e King Kong. O pai, Dario, era meio-campista do Comunicaciones. A mãe trabalha em um hospital.

Fora de campo, Castro tem 24 tatuagens, incluindo o escudo do Dall'Ara na coxa direita. A mais significativa é em homenagem ao irmão Ramiro: um "R" no pulso que ele beija após cada gol. Em junho, casou-se com Augustina Gonzalez — cerimônia civil em Bolonha, festa na Argentina, onde passou as festas de fim de ano com Matias Soulé. Os dois são amigos de longa data, treinaram juntos no estádio do Comunicaciones e compartilham o mesmo preparador físico.

Castro também cuida da saúde mental com apoio de um psicólogo, amigo pessoal chamado Gustavo. Foi o companheiro De Silvestri quem o convenceu: "É uma boa coisa, porque de fora parece que nossas vidas são perfeitas, seguras e maravilhosas; mas nós também temos necessidades, dúvidas e precisamos de apoio." O próprio Castro completa: "No passado, eu estava convencido de que podia fazer tudo sozinho. Mas outros elementos também são necessários se você quiser durar muito tempo e em alto nível."

Agora ele está pronto para Roma.

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