Texto por Colaborador: A. Rother 04/05/2026 - 02:00

A temporada de Matías Soulé foi marcada pelo sofrimento. A pubalgia o perseguiu desde janeiro e, em fevereiro, a decisão foi parar completamente para tratar o problema com calma. Após cerca de dois meses fora, o argentino voltou como titular no dia 5 de abril, na pesada derrota da Roma por 5 a 2 para a Inter de Milão, em San Siro. Um mês depois, o jogador que antes era o artilheiro da equipe — antes da chegada de Malen — ainda não reencontrou seu melhor futebol.

Poucos dribles e quase nenhum chute ao gol
Os números das últimas partidas são reveladores. Nas quatro rodadas em que esteve como titular — Inter, Pisa, Atalanta e Bologna —, Soulé chutou em direção ao gol apenas uma vez, no jogo contra a Atalanta. Diante da Inter, foram dois chutes, mas nenhum no alvo. Contra o Pisa e o Bologna, não finalizou nenhuma vez. Aquela jogada característica, em que avançava e batia de esquerda de fora da área, aparece com muito menos frequência. Com mais regularidade, opta por passar para os companheiros. O último gol foi em 10 de janeiro, na partida contra o Sassuolo.

A explicação para a falta de finalizações está diretamente ligada à dificuldade nos dribles. Dos 12 tentados nesse período, apenas 4 foram bem-sucedidos, de acordo com dados do Sofascore. Contra o Bologna, não tentou nenhuma jogada individual. A falta de brilho é reflexo de uma condição física ainda aquém do ideal, que o impede de fazer as jogadas que antes eram sua marca registrada.

Futuro incerto e mercado à espreita
A irregularidade ao longo da temporada coloca Soulé em uma posição delicada dentro do clube. Sem ser visto como intocável, o argentino pode ser negociado caso apareça uma oferta acima dos 30 milhões de euros — e a Roma utilizaria os recursos para buscar outros perfis, com Nusa figurando entre os alvos cotados. Bournemouth, Aston Villa e Borussia Dortmund já fizeram sondagens, mas a palavra final caberá principalmente a Gasperini, que terá grande influência na montagem do elenco para a próxima temporada.

Soulé tem quatro jogos pela frente para convencer o técnico de que merece continuar — e a esperança é que a pubalgia, desta vez, o deixe em paz de vez.

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