Texto por Colaborador: A. Rother 01/04/2026 - 05:00

O ex-zagueiro da Roma, Ervin Zukanovic concedeu entrevista à Retesport e abordou diferentes temas, incluindo o momento da seleção italiana, sua experiência na capital italiana e a relação com Gian Piero Gasperini.

Ao comentar o confronto entre Itália e Bósnia, o defensor destacou a pressão sobre os italianos e a renovação do elenco bósnio. Ele afirmou: "Claro, especialmente para a Itália, porque pela terceira vez eles podem não participar da Copa do Mundo. Uma seleção que está acostumada a jogar nesta competição, então há muita pressão. A Bósnia fez muitas mudanças; eles têm um time jovem e ambicioso, então, se não conseguirem se classificar para a Copa do Mundo, continuaremos focados em construir algo melhor. Os meninos estão cientes disso e terão que dar tudo de si; será uma partida bonita e intensa."

Sobre sua passagem pela Roma, Zukanovic não escondeu o carinho pelo período vivido no clube: "Foi lindo, uma das melhores versões da equipe, com tantos craques e grandes jogadores: ícones como Totti e De Rossi, além de Rudiger, Szczesny, Alisson, Salah, Pjanić e Nainggolan. Resumindo, éramos um time muito forte, mas não conseguimos conquistar o Scudetto. Agora, muita coisa mudou na Roma, que eu sempre acompanho."

Ao falar de Gasperini, com quem trabalhou na Atalanta, o ex-zagueiro elogiou o treinador e sua metodologia: "Eu o tive na Atalanta. Ele é um treinador muito forte e bem preparado, que valoriza a intensidade. A Roma precisava de alguém como ele, que joga um futebol agressivo e ofensivo. Vai levar algum tempo, mas se o deixarem trabalhar, ele fará grandes coisas."

Zukanovic também comentou sobre o jovem Alajbeovic, destacando sua personalidade e impacto em campo: "Ele é forte, jovem, tem 18 anos, e quando jogou aqui, notamos uma certa personalidade, ele sempre encara os adversários de frente. Ele tem uma mentalidade forte, já está preparado: nunca foi titular em uma partida, mas quando entrou, sempre fez a diferença, trazendo frescor e mudando o ritmo. Ele está pronto para os grandes palcos."

Por fim, detalhou as exigências táticas de Gasperini para o sistema defensivo: "Ele gosta de jogar no mano a mano, de forma agressiva, no campo de ataque, com muita intensidade. Esse é o futebol de hoje. Quando comecei a trabalhar com ele, tive dificuldade para entendê-lo. Depois, quando parei e comecei a treinar, mudei de ideia e entendi sua visão. O número 10 não existe mais; você tem que correr. Ele se preocupa muito com um certo volume de trabalho durante a semana."





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