Texto por Colaborador: A. Rother 18/09/2026 - 19:10

Em entrevista ao jornal Il Tempo, Leonardo Balerdi falou sobre as primeiras semanas na capital italiana, e o resumo cabe numa frase dele: "Sou louco pela Roma. Estava destinado a estar aqui."

O zagueiro argentino não esconde a alegria com a mudança: "Falei logo de cara que estou encantado. Queria mudar de ares depois de tantos anos no Marseille. Desde pequeno eu quero jogar na Serie A e agora estou mais do que feliz aqui na Roma. O time está indo muito bem. Sinto como se estivesse aqui há pelo menos três meses; fui muito bem recebido por todos, incluindo, claro, os outros argentinos."

Sobre a relação com Gasperini, o ex-jogador do Marseille contou: "Me dou bem com as orientações dele; sinto que estou melhorando fisicamente a cada dia. O jeito de trabalhar dele é uma vantagem para mim, porque me sinto forte durante os jogos. Ele vem ao campo e faz o que tem de fazer. Não conversamos muito sobre outras coisas, mas ele sempre foi excelente comigo."

Nascido em 1999, Balerdi revelou quem eram seus ídolos: "Eu não queria ser zagueiro, e sim meio-campista. O Gago era um dos meus ídolos, e eu também gostava do Riquelme e do Palermo, do Boca. Quando percebi que ia acabar virando zagueiro, comecei a assistir aos grandes, como Maldini, Ramos e Van Dijk. Baresi também, claro."

Questionado sobre em que posição rende melhor, ele respondeu: "Não tenho nenhuma preferência específica. Sinto que, pelas minhas características, posso jogar melhor pelo meio. Também me saio bem pelo lado, mas sou diferente do Mancini, por exemplo, que avança bastante. Gosto de jogar em jogo aberto, como vimos em Turim. Também acontecia no Marseille, estou acostumado."

Ex-capitão do Marseille, o argentino também falou sobre o quanto ainda pode evoluir com o trabalho de Gasperini: "Bastante. Acho que ainda tenho margem para crescer, principalmente fisicamente, e preciso entender melhor os movimentos defensivos. Sobretudo o trabalho que Mancini e Hermoso fazem, que atacam muito. Mas também quero crescer mentalmente; sempre há espaço para melhorar, na minha opinião. Não coloco limites."

Sobre o jogo contra a Inter, Balerdi afirmou: "A Inter teve uma trajetória extraordinária nos últimos anos, não dá para ignorar isso. Mas temos de nos preparar para essa partida como para todas as outras. Temos de vencer, não importa quem estejamos enfrentando. Claro, conhecer as qualidades deles significa que teremos de nos adaptar, mas sempre dando 100%. É um jogo que pode nos dar o impulso decisivo para o resto da temporada. Só precisamos nos concentrar em dar tudo de nós."

O defensor também explicou como surgiu a ideia de vir para a Roma: "Nos primeiros dias da janela de transferências de verão, meu empresário foi a Trigoria conversar com a Roma. Eu já esperava poder ir para lá. Depois, perto do fim, perdi a fé porque não tínhamos voltado a falar com a Roma, mas percebi que era hora de começar uma nova experiência. Quando me falaram da Roma, fiquei feliz: havia outros times, mas naquele momento eu disse que, se não viesse para cá, ficaria no Marseille."

Ele revelou ainda que a Roma já havia tentado contratá-lo na temporada passada: "Sim, mas não deu em nada. Neste ano, porém, eu sabia que seria o ano certo para ir."

O argentino também se diz fascinado pela camisa romanista: "Já falei isso antes. Eu era louco pela camisa, pelas cores. Quando tive o Strootman como companheiro de time, implorei para ele me dar a camisa da Roma, que tenho até hoje em casa. Sempre foi uma das minhas favoritas. Era destino que, mais cedo ou mais tarde, eu teria de vesti-la."

Balerdi ainda comentou a rivalidade com a Lazio e o fato de não ter citado o rival na sua primeira entrevista oficial: "Essa expressão [já joguei no Olímpico contra o outro time] saiu naturalmente. Entendo a paixão dos torcedores, por ser argentino. Quando falo do Boca, o River é sempre o outro time. Na minha primeira entrevista como torcedor da Roma, não quis dizer o nome do outro time da cidade, então saiu essa frase."

Sobre a intenção de ficar em Roma depois de deixar o Marseille na hora certa, foi taxativo: "Com certeza. Tive muitos altos e baixos e achei que era hora de mudar."

Três companheiros o impressionaram de forma especial: "Sim, vejo a força do grupo. Por exemplo, Manu Koné é alguém que me surpreendeu fisicamente; é um monstro. Gosto muito dele como jogador. O Malen também marcou muitos gols logo que chegou e continua marcando. Por sorte, muitas vezes não preciso marcá-lo nos treinos. Mas posso citar muitos, como o Svilar. Talvez esses três, Dybala à parte, tenham me impressionado de forma especial."

Sobre a importância de a Roma ter um forte grupo de argentinos, o zagueiro disse: "Começaram a me escrever quando eu estava perto de me mudar e diziam para eu vir, que aqui estamos felizes. Acho importante ter tantos deles. Se penso em Dybala ou Molina, por exemplo, eles ganharam muito, e acho importante tê-los no time. Soulé, Castro e eu, mesmo tendo a mesma mentalidade, temos de segui-los. Deve haver um motivo para eles terem vencido." Sobre o clima no Olímpico, o ex-capitão do Marseille acrescentou: "Jogar em casa, quando se ouve a torcida, é como ter um jogador a mais em campo."

Nascido em 1999, Balerdi encerrou a conversa olhando para frente: "Antes de tudo, quero fazer tudo o que puder para ficar aqui por muito tempo. Pessoalmente, tanto pela seleção quanto pela Roma, quero ganhar um título. Como outros já disseram, o objetivo é certamente fazer melhor do que no ano passado; isso seria incrível. Repito, sempre quero dar 100%; acho que, se eu conseguir fazer isso, eu e todos os outros poderemos ter algumas satisfações."