Texto por Colaborador: A. Rother 10/08/2026 - 03:00

Faltam apenas duas semanas para a estreia da Roma no campeonato italiano, contra a Fiorentina, e o clube ainda busca a peça mais importante do seu mercado da bola: um ponta ofensivo pela esquerda. Depois de tentativas frustradas por Greenwood e Summerville, além de sondagens mais ou menos aprofundadas por Nusa e Fofana, a atenção de Tony D'Amico se voltou para Portugal. O dirigente esportivo dos giallorossi teria colocado seriamente na mira Rodrigo Mora, talento nascido em 2007 e revelado pelo Porto.

Das categorias de base ao time principal: quem é Rodrigo Mora
Rodrigo Mora nasceu e cresceu na cidade do Porto, e vestir a camisa dos Dragões é algo que carrega desde criança. O sonho sempre foi jogar pelo time da sua cidade natal, e o primeiro passo para realizá-lo veio ainda aos nove anos, quando o Porto o contratou do Custoias FC, clube de uma localidade próxima. A qualidade com a bola nos pés chamou atenção desde cedo, e sua ascensão dentro das categorias de base foi extremamente rápida. Em 2023, com apenas 15 anos, estreou pela equipe B do Porto, tornando-se o mais jovem estreante da história do futebol profissional português, com exatos 15 anos, 8 meses e 10 dias.

A partir daí, o crescimento foi acelerado. No dia 25 de setembro de 2024, veio a estreia pelo time principal, na partida da Europa League contra o Bodo/Glimt. No mês seguinte, estreou também no campeonato nacional e, poucas semanas depois, marcou seu primeiro gol na primeira divisão portuguesa, diante do AVS. Encerrou a temporada 2024/25 com 12 gols e 4 assistências em 40 partidas, duas delas justamente contra a Roma, pela Europa League. Na véspera do confronto com os giallorossi, ele já havia se apresentado com bastante personalidade em coletiva de imprensa, ao afirmar: "Queremos vencer a taça". O resultado, no entanto, foi diferente do esperado: um Dybala em grande atuação garantiu a virada da Roma no jogo de volta, no Olímpico, com dois gols marcados por ele. Na temporada seguinte, o rendimento de Mora caiu um pouco: foram 5 gols e 2 assistências em 44 jogos, um ano marcado por especulações de mercado e pela chegada de Farioli, que passou a não considerá-lo mais tão central no seu projeto.

A novela árabe
No verão passado, Rodrigo Mora foi um dos protagonistas de uma longa novela no mercado da bola. Depois de se destacar na temporada 2024/25, a primeira em que atuou de forma regular entre os profissionais, o talento português despertou o interesse do Al-Ittihad, clube saudita disposto a pagar mais de 60 milhões de euros, além de 10% sobre uma futura revenda. O Porto, porém, não quis nem ouvir falar sobre a proposta. Isso porque, em Portugal, gerou bastante repercussão a possibilidade de um garoto de apenas 18 anos, considerado uma das melhores promessas do futebol nacional, optar já pela Arábia Saudita.

Agora, quem entrou de forma mais concreta na disputa é a Roma. A avaliação do jogador caiu em relação a um ano atrás, mas os custos da operação continuam altos: o Porto segue pedindo cerca de 50 milhões de euros. A proposta dos giallorossi, neste momento, seria de 5 milhões de euros pelo empréstimo, mais 45 milhões pelo direito de compra. D'Amico gostaria de acelerar e fechar o negócio o quanto antes, mas ainda precisa convencer o Porto a abrir mão de um dos talentos mais queridos pela sua torcida.

Função e características
Mora é um jogador extremamente técnico, com grande qualidade no controle de bola, mas que inevitavelmente sofre um pouco fisicamente por conta de seu 1,68 metro de altura. O centro de gravidade baixo, porém, permite que seja muito rápido nos primeiros metros, difícil de ser contido em espaços curtos e particularmente eficiente quando recebe a bola entre as linhas. O que mais impressiona nele é a capacidade de ler as jogadas com antecedência e encontrar a solução decisiva. Seu ex-treinador no Porto o descreveu da seguinte forma: "Rodrigo é um jogador que se destaca ao atuar entre as linhas, no passe final e no drible dentro do campo adversário. É um jovem corajoso, que não sente o peso de jogar em um nível tão alto".

A essas qualidades técnicas se soma outro aspecto muito valorizado por Gasperini: a disposição para o sacrifício. "Ele sempre trabalha duro e aceita a responsabilidade de se sacrificar na fase defensiva quando não estamos com a bola", completou o treinador. Do ponto de vista tático, Mora pode atuar em diferentes posições. Surgiu como meia-atacante, mas sua qualidade e a capacidade de se movimentar entre as linhas também permitem que atue pelas pontas, tanto pela direita quanto pela esquerda. A margem de evolução ainda é enorme, e a idade, naturalmente, joga a seu favor. Ele não é um jogador pronto, como poderia ser o caso de Greenwood, mas representaria um investimento técnico e financeiro de grande perspectiva. D'Amico quer tentar fechar a operação rapidamente para entregar a Gasperini aquele ponta ofensivo que a Roma persegue há praticamente um ano.

Categorias

Ver todas categorias

Como você avalia a 1° temporada de Gasperini?

Ótimo

Votar

Bom

Votar

Razoável

Votar

Ruim

Votar

124 pessoas já votaram