Texto por Colaborador: A. Rother 06/09/2026 - 04:00

Ao final da vitória por 2 a 1 sobre a Atalanta, o técnico da Roma Gian Piero Gasperini concedeu entrevista às emissoras Sky Sport e DAZN e se mostrou satisfeito com a resposta da equipe diante de um adversário difícil. "Jogamos contra uma equipe forte e ficamos atrás no placar depois da primeira finalização deles e de um primeiro tempo complicado. É difícil buscar a virada com esse calor. No fim, voltamos a criar oportunidades importantes. Quando você vence assim, nos minutos finais, são sinais de que o grupo acredita e de que há qualidade", disse o treinador.

O comandante giallorosso reforçou a importância das trocas promovidas ao longo da partida: "As substituições foram importantes, porque quando você segue atacando sem marcar gols, gasta energia e corre o risco de a partida tomar outro rumo. Foram fundamentais as mudanças na defesa, com as entradas de Ghilardi e Balerdi: com eles, voltamos a ter continuidade nas jogadas. No setor ofensivo, faltou um pouco da nossa agressividade habitual, com finalizações lentas e sem a determinação necessária."

Questionado sobre a possibilidade de Malen e Castro atuarem juntos, Gasperini avaliou: "Podem conviver, vamos ver com o tempo. Temos muitos jogos, um calendário com partidas difíceis a cada três dias, então haverá oportunidade para todos. O Soulé também entrou bem, o Molina nos deu qualidade. Buscávamos ter trocas importantes."

O treinador também comentou o elenco disponível e o desgaste de quem atuou os 90 minutos, sem qualquer problema físico grave a relatar: "Numericamente não temos um elenco de Champions League, mas, no aspecto qualitativo, conseguimos fazer substituições sem perda de nível. Quem jogou os 90 minutos ficou cansado, o Wesley teve câimbras. Jogar com esse clima e precisar buscar a virada exige muito mais do físico."

Sobre a condição de Paulo Dybala, o comandante garantiu que não houve problemas físicos específicos: "Não, no final ele estava um pouco cansado, assim como o Wesley. O clima é difícil, jogar nessas condições e ter de buscar a virada exige muito mais do corpo."

Em entrevista à DAZN, Gasperini fez questão de elogiar o elenco: "Não vou parar de elogiar esses garotos. Perder uma partida dessas e depois ter de comentar teria sido difícil... basta olhar os números. Quando fizemos o gol, mesmo faltando pouco, seguimos com ímpeto. O jogo se complicou, dominamos o primeiro tempo sem conseguir marcar. Na etapa final, o Ederson fez um golaço e a Atalanta é um time forte."

O técnico voltou a falar sobre o impacto das trocas na reta final do jogo: "Estavam nos colocando em dificuldade, mas a entrada de Balerdi, Molina e Ghilardi restabeleceu o equilíbrio na defesa. Também entraram jogadores descansados, na frente o Soulé e o Castro nos deram um grande impulso."

Para o treinador, a equipe pecou pela falta de lucidez ofensiva: "Tivemos muitas oportunidades esboçadas, nas quais faltou o passe certo, e não fomos tão precisos quanto em outras ocasiões. Fomos imprecisos na qualidade da finalização, talvez também por causa do calor... esses jogadores não são máquinas e não conseguem manter essa precisão em todas as partidas. Faltou um pouco de qualidade, o Castro e o Soulé estavam mais frescos. Assim como sentíamos a energia deles, eles também sentiam a nossa."

Gasperini destacou ainda a lucidez do time nos minutos decisivos: "Esse foi o aspecto mais importante da virada. Nunca jogamos fora a nossa organização, de manter o campo aberto, de jogar com lucidez. Tentamos de cabeça com o Cristante, em algumas ocasiões o Carnesecchi foi extraordinário. Se tivéssemos perdido, teria sido difícil comentar. Se quisermos apontar um defeito, faltou agressividade e potência nas finalizações. Às vezes o chute foi rebuscado, à parte a bola na trave e no travessão do Castro."

Questionado sobre a gestão física de Dybala, o treinador afirmou: "Por enquanto segue bem, vamos jogar na quinta e depois na segunda-feira. Depois da pausa, teremos jogos no domingo, quarta e sábado, com partidas de nível... vamos pensar nisso quando chegar a hora. Espero sempre não sofrer lesões, é a pior coisa que pode nos acontecer. Precisaremos recorrer a rodízios, temos jogadores para revezar e faremos isso também em jogos difíceis."

Por fim, Gasperini recordou o momento de afeto vivido com ex-companheiros da Atalanta ao término da partida: "Eles sempre serão algo especial para mim. Agora, com os jogadores da Roma, a relação é linda, mas o que vivemos junto com eles é indissolúvel. Basta vencer para recriar isso? O carinho que temos nunca vai desaparecer."

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