Texto por Colaborador: A. Rother 08/10/2026 - 12:11

Gian Piero Gasperini, atual técnico da Roma e agora também enólogo, concedeu entrevista ao Corriere della Sera em que falou sobre sua nova fase, sua trajetória no futebol e o objetivo de conquistar o Scudetto na capital italiana.

O treinador começou relacionando sua filosofia de jogo ao vinho que lançou, o Freisa "343": “É meu jeito de ver o futebol. Mas os números só importam até certo ponto. O segredo é jogar em equipe: acreditar em um esforço coletivo, onde atacantes defendem e defensores atacam. Sejamos honestos: no futebol, assim como no vinho, nada é inventado. É o espírito de equipe que faz a diferença. Exige dedicação e altruísmo.”

Gasperini também relembrou momentos difíceis da carreira: “Eu vacilei várias vezes. Ser demitido da Inter talvez tenha sido o pior momento. Mas consegui me levantar novamente. E devo muito à Atalanta, que continuou confiando em mim, mesmo quando os resultados não chegavam.”

Sobre sua ligação com o clube de Bérgamo, foi enfático: “Bérgamo foi a fase mais longa e intensa da minha vida como um vagabundo do futebol. Não me arrependo, mas sinto uma profunda nostalgia por uma comunidade onde me integrei perfeitamente. Não é coincidência que eu volte com frequência. Sinto falta de tudo em Bérgamo.”

Já em tom descontraído, comentou sua adaptação a Roma: “É uma realidade completamente diferente, obviamente. Mas não é uma cidade ruim. O maior problema é a comida. Tenho que tomar cuidado com a carbonara; estou ganhando muito de peso.”

Por fim, falou sobre o grande objetivo com os Giallorossi: “Nosso plano era chegar lá em três anos. Não nos importaríamos de chegar lá antes. Mas sabemos que é um caminho longo. No futebol, não há caminhos retos ou rotas claras. Haverá altos e baixos. Se conseguirmos lidar com eles, vai saber...”

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