Texto por Colaborador: A. Rother 04/11/2026 - 03:20

A Roma deixou escapar uma vitória diante do Manchester United e acabou derrotada por 3 a 2, após sofrer a virada na segunda etapa. Depois da partida, Gian Piero Gasperini analisou o resultado em entrevista à Sky Sport e na coletiva de imprensa. O treinador reconheceu que sua equipe não conseguiu responder ao aumento de intensidade dos ingleses e destacou a influência do pênalti e da lesão que antecedeu o segundo gol adversário.

“Foi uma partida diferente daquela contra o Real Madrid, onde tudo aconteceu em sete minutos, sem nenhum sinal óbvio. O pênalti deu um grande impulso ao United e não conseguimos conter esse ímpeto”, avaliou o técnico.

Gasperini também explicou que a Roma perdeu capacidade de neutralizar os jogadores de ataque do adversário. “São situações diferentes. Esta noite, faltou-nos força para neutralizar os atacantes deles. O primeiro gol veio de pênalti, depois veio a lesão no segundo gol. A partida estava equilibrada, e é compreensível que o Manchester United tenha tido dificuldades durante quinze minutos. Se soubermos aproveitar melhor esses lances, podemos vencer”, afirmou.

Questionado sobre Molina, que permaneceu no banco de reservas, o treinador explicou suas escolhas durante a partida. “Ele poderia ter ficado, porque, como você disse, é um jogador de seleção. Rensch começou bem, depois coloquei o Lulli e não havia espaço para mudanças. Wesley fez uma excelente partida e as coisas seguiram o rumo que seguiram, mas esse não é o motivo. O jogo contra o Real Madrid é diferente deste, em um ambiente difícil... Vamos tirar algo disso para o futuro que possa ser útil”, declarou à Sky Sport.

Na sequência, Gasperini detalhou como a equipe perdeu o controle do confronto diante da pressão do Manchester United. Segundo ele, os ingleses passaram a arriscar mais quando perceberam que não tinham mais nada a perder, enquanto a Roma não conseguiu acompanhar o ritmo imposto pelo adversário.

“Eles não tinham mais nada a perder; tivemos que jogar de forma diferente, inclusive aproveitando os lançamentos longos. Não conseguimos acompanhar o ritmo deles; eles prevaleceram com a pressão e as iniciativas ofensivas. Talvez, em termos de competitividade, devêssemos ter recorrido a mais interrupções. Sofremos com o ímpeto deles, amplificado pelo pênalti e pelo lance do 2 a 2, e isso nos impediu de liquidar a partida”, explicou.

O treinador também reconheceu a frustração por ver a vitória escapar, situação que lembrou o confronto com o Real Madrid. Para ele, a equipe precisa aprender a lidar melhor com a pressão de resultados importantes, especialmente porque a partida contra o United tinha um peso maior.

“Há uma certa decepção ao ver uma vitória escapar por entre os dedos, como aconteceu contra o Real Madrid. Esses incidentes significam que a equipe precisa se livrar da pressão de um resultado a todo custo, mas não é só isso. Precisamos dessa vitória mais do que das outras partidas”, completou.

Na entrevista coletiva, Gasperini voltou a destacar a queda de rendimento da Roma quando o adversário aumentou a intensidade. O técnico reconheceu que sua equipe não conseguiu encontrar as respostas necessárias para sustentar a vantagem durante os 90 minutos.

“Sim, as partidas duram 90 minutos, e quando eles arriscaram mais aumentando o ritmo, não encontramos as respostas certas. Nestes gramados, não estamos muito bem; não dá para jogar 90 minutos como no primeiro tempo, mas poderíamos ter feito mais. Esperávamos que esses pênaltis não acontecessem mais na Itália, mas vemos isso na Europa. É algo irritante. Sem dúvida, sofremos uma baixa no segundo gol, o que nos impediu de conseguir o resultado, mas também precisamos nos concentrar no que precisamos fazer melhor no segundo tempo”, afirmou.

Gasperini também apontou a dificuldade da equipe para manter contato com os jogadores de ataque do Manchester United e recuperar a bola. “Perdemos o contato com os atacantes. Não fomos bons em desarmá-los, e foi difícil criar jogadas, o que nos levou a uma queda de rendimento. Com as mudanças defensivas, o jogo pareceu mais equilibrado, mas houve lances que mudaram o rumo da partida”, analisou.

O treinador ressaltou que a experiência precisa servir de aprendizado para os próximos compromissos europeus. Na avaliação dele, a Roma precisa melhorar tanto na disputa física quanto na capacidade de interromper as jogadas adversárias e construir oportunidades quando enfrenta equipes de alto nível.

“Competir na Europa, certamente, mas jogos como este têm que nos deixar alguma lição. Poderíamos ter desarmado melhor; em termos de força física, houve momentos em que nossos desarmes não foram tão bons quanto no primeiro tempo, e ficou difícil criar chances. É uma partida que será muito útil para nós; quando enfrentamos o Real Madrid ou equipes desse nível, esses momentos acontecem; não dá para dominar os 90 minutos. E precisamos melhorar nessas áreas, inclusive em termos de competitividade”, declarou.

Gasperini ainda revelou que já havia alertado os jogadores sobre a possibilidade de uma reação do Manchester United depois do intervalo. O treinador esperava uma postura mais agressiva dos ingleses, mas considerou que a Roma não conseguiu fortalecer sua presença ofensiva para responder à mudança de cenário.

“Eu disse que o segundo tempo não poderia ser o mesmo. Eles estavam passando por um período difícil e teriam tentado outras coisas, teriam se lançado ao ataque. Mas não conseguimos construir uma presença forte o suficiente para melhorar nosso ataque”, explicou.

Por fim, o comandante atualizou a situação física de Rensch, Gollini e Mora. Segundo Gasperini, Rodrigo está bem, enquanto Rensch é o único jogador lesionado. Sobre Gollini, o treinador não confirmou se ele estará disponível para a partida de sábado. “Rodrigo está bem, o único jogador lesionado é o Rensch. Não sei se o Gollini poderá voltar no sábado, veremos”, concluiu.

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