Texto por Colaborador: A. Rother 14/08/2026 - 18:00

Nos últimos dois dias, chegou a existir um momento de grande otimismo em torno da negociação de Rodrigo Mora com a Roma. Porto e clube italiano pareciam distantes apenas de acertar alguns detalhes finais — não exatamente pequenos, mas, ao menos em teoria, nada que parecesse impossível de resolver.

Só que, com o passar das horas, esse otimismo foi murchando aos poucos. Nem a intervenção pessoal de Jorge Mendes foi suficiente para amolecer a posição do presidente portista, Villas-Boas, em relação aos pontos que ainda travam o acordo. O impasse segue de pé, e a situação ganhou um capítulo a mais nesta data, com uma manifestação direta do técnico Francesco Farioli sobre o assunto.

Do lado financeiro, a Roma chegou a oferecer um empréstimo de 9 milhões de euros, com opção de compra fixada em 41 milhões de euros — números que, somados, batem com a avaliação de 50 milhões exigida pelo Porto. O problema é que se tratava apenas de um direito de compra, sem qualquer condição vinculante, e foi justamente nesse ponto que a negociação travou.

Nascido em 2007, Mora é considerado um dos melhores produtos das categorias de base do clube português nos últimos anos. Diante de uma saída praticamente certa, o Porto busca maximizar o retorno financeiro da venda, tanto para registrar ganho de capital quanto para equilibrar as contas do clube.

Foi por isso que a diretoria portista aceitou abrir mão do jogador via empréstimo, com uma taxa considerada alta para esse tipo de operação temporária. Ainda assim, Villas-Boas insiste em transformar a opção de compra em obrigação, desde que certas condições sejam cumpridas — exigência que a Roma, por questões orçamentárias e pelos valores elevados envolvidos, prefere não aceitar no contrato.

O negócio não está encerrado, mas o impasse segue firme, e Farioli decidiu se posicionar publicamente diante da onda de especulações. Em coletiva de imprensa, o treinador preferiu tratar as conversas com a Roma apenas como "rumores" e reforçou que pretende utilizar Mora sempre que julgar apropriado.

"Não há nada de novo. O mercado de transferências é sempre assim. Não concordo com o facto de o mercado de transferências estar aberto enquanto estamos a jogar, mas é absolutamente normal e exige profissionalismo de todas as partes envolvidas. Os clubes que negociam, os jogadores que são o coração do que fazemos, e nós, os treinadores, temos de estar atentos a todas as questões. Esta semana houve muita especulação. Fomos bombardeados com notícias 24 horas por dia, 7 dias por semana, com rumores de transferências, mas nada se concretizou. O Rodrigo Mora é um grande profissional, é jogador do Porto, um grande adepto do clube, e vamos utilizá-lo quando o considerarmos apropriado", declarou o treinador.

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