Texto por Colaborador: A. Rother 14/07/2026 - 18:30

Na última segunda-feira, dia 13 de julho, os jogadores da Roma se reuniram no centro de treinamento de Trigoria para o encontro que deu início oficialmente à primeira parte da pré-temporada na cidade e ao ciclo 2026-27. No mesmo dia, porém, também ocorreu em Trigoria uma assembleia dos funcionários do clube, que decretaram estado de mobilização — uma forma de protesto sindical que costuma anteceder uma greve.

A decisão veio depois da transferência repentina de 42 funcionários para as lojas oficiais da Roma (AS Roma Store), profissionais que vinham de áreas completamente distintas, como marketing, bilheteria, mídia e comunicação. Em nota, os trabalhadores explicaram os motivos da mobilização: "As realocações provocaram, para diversos trabalhadores, uma profunda transformação na atividade exercida, com o risco de dispersar profissionalismo e competências construídas ao longo dos anos. Além disso, permanecem sem esclarecimento os critérios adotados para a definição do pessoal envolvido, que não se mostram suficientemente transparentes e verificáveis. As assembleias evidenciaram forte desconforto e amargura entre as trabalhadoras e os trabalhadores, que perceberam tais decisões como um impacto significativo em suas trajetórias profissionais e na relação de confiança construída com a empresa. Persistem ainda problemas relacionados à saúde e segurança, com atenção especial à formação, à avaliação de riscos e às condições presentes em alguns pontos de venda."

A mobilização tem como alvo a gestão da família Friedkin, acusada de promover uma espécie de "demissão coletiva disfarçada" por meio de uma política agressiva de corte de custos e terceirização, segundo reportagem do site Il Post. O advogado Francesco Bronzini, que representa parte dos funcionários afetados, denunciou o que classificou como um grave "rebaixamento de função e redução das competências profissionais" imposto a profissionais históricos do clube, relegados a tarefas puramente operacionais.

A Roma, por sua vez, justificou a reorganização como parte de uma reestruturação necessária, motivada pelo encerramento dos canais oficiais de mídia e pela fusão com a controlada Soccer, além da transferência das atividades de marketing para a multinacional We Are Social.

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