Texto por Colaborador: A. Rother 03/09/2026 - 09:58

A Roma está sob análise da UEFA em relação ao acordo de sustentabilidade assinado em 2022. Segundo o Corriere dello Sport, o clube investiu cerca de 125 milhões de euros em contratações nesta janela, enquanto arrecadou apenas 30 milhões em vendas, além de ganhos de capital próximos de 25 milhões. Esses números tornam difícil alegar cumprimento integral dos parâmetros estabelecidos.

O ponto positivo que o clube levará a Nyon é a forte redução da folha salarial, considerada prova concreta de um caminho voltado para a sustentabilidade. Na última temporada, os custos de mão de obra ultrapassaram 133 milhões brutos, mas agora caíram para cerca de 113 milhões, aproximando-se da meta de 100 milhões.

Essa economia veio principalmente com as saídas de jogadores de salários elevados, como Zaragoza, Celik, Angeliño, Tsimikas, El Shaarawy e Dovbyk. A troca do ucraniano por Santiago Castro simboliza a nova estratégia: apostar em atletas mais jovens, com salários menores e amortização distribuída por vários anos. Outras saídas importantes foram as de El Aynaoui, Vaz, Ziolkowski e Kumbulla.

As renovações de Dybala, Mancini, Cristante e Pellegrini também seguiram essa linha, reduzindo a parte fixa dos salários e aumentando os bônus ligados a desempenho e resultados. Estima-se que essas extensões tenham gerado um corte adicional de 15 milhões, elevando a economia total da folha para perto de 45 milhões de euros. Por outro lado, os recém-chegados Castro, Mora, Koulierakis, Molina, Balerdi e De Roon somam cerca de 25 milhões brutos.

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