Texto por Colaborador: A. Rother 07/06/2026 - 14:36

O prazo aperta, mas o cenário está menos dramático do que parecia. A Roma precisa gerar cerca de 60 milhões de euros em mais-valias até o dia 30 de junho para cumprir o acordo firmado com a UEFA — que estabelece um limite de 60 milhões de prejuízo acumulado nos últimos três anos — e, assim, se livrar das restrições financeiras que tanto limitaram os Friedkin. A boa notícia é que o clube não deverá precisar vender mais de um jogador de peso para atingir a meta.

Koné e Ndicka seguem como os principais candidatos a uma saída, mas a Roma ainda aguarda propostas concretas, que até agora não chegaram.

A estratégia passa por uma combinação de fontes. Segundo a Gazzetta dello Sport, o clube deve receber cerca de 6 milhões de euros do Basileia, resultado de uma disputa judicial travada no Tribunal do Esporte: a Roma detinha 40% sobre a futura revenda de Calafiori, que foi transferido do Bologna ao Arsenal por 45 milhões mais 5 de bônus — negócio que rendeu ao Basileia aproximadamente 50% do valor acordado entre os dois clubes. O clube suíço, no entanto, se recusou a repassar qualquer valor à Roma, argumentando que o percentual incidia apenas sobre a primeira venda, e não sobre receitas subsequentes ligadas ao jogador.

Também estão previstos entre 15 e 17 milhões de euros da IMG, referentes a irregularidades antitruste no período de 2008 a 2018, valores que serão contabilizados no balanço até 30 de junho. Some-se a isso as primeiras mais-valias já realizadas — cerca de 5,1 milhões com as saídas de Sangaré e Saud.

Em Trigoria, a esperança é que saídas adicionais completem o montante necessário. Estão na lista Baldanzi (8 milhões ao Genoa), além de Salah-Eddine, Kumbulla, Cherubini, Romano e Pagano. Ziolkowski também pode ser negociado, com o Nottingham Forest cotado como destino e uma transferência estimada entre 15 e 17 milhões de euros.