Texto por Colaborador: A. Rother 21/08/2026 - 04:00

Duas urgências dividem a atenção da diretoria da Roma neste momento do mercado: contratar um lateral versátil, capaz de suprir toda a lateral, e trazer um nome de peso para o ataque, especialmente para o meio-campo ofensivo. A prioridade número um é a primeira — mas o problema, mais uma vez, é financeiro.

Depois de fechar com Rodrigo Mora, o clube giallorosso já comprometeu boa parte do orçamento disponível para esta janela. Sem vendas relevantes à vista, Gian Piero Gasperini e o diretor esportivo Tony D'Amico enfrentam dificuldade para bancar duas contratações de alto nível ao mesmo tempo. Não à toa, segundo apurou o Sport Mediaset, alvos como Malick Fofana (Lyon) e Alessio Cacciamani (Torino) saíram da lista por serem considerados caros demais para o momento do clube.

É nesse cenário de restrição orçamentária que o nome de Luis Henrique reaparece com força. O brasileiro, hoje na Inter de Milão, já vinha sendo observado pela Roma nas últimas semanas, e seu principal trunfo é justamente resolver dois problemas com uma única tacada: ele atua bem tanto pelas pontas quanto mais adiantado no campo de ataque. Ex-jogador do Olympique de Marselha, Luis Henrique também já não é estranho ao futebol italiano — sua primeira temporada com a Inter não impressionou, mas também não foi ruim a ponto de preocupar, servindo principalmente para adaptá-lo ao ritmo e às exigências táticas da Série A, bem diferentes das que vivia na França.

Do lado do próprio atleta, a postura também parece ter evoluído. No começo das conversas, ele relutava em deixar o Milan. Agora, no entanto, pesa a sua posição atual na hierarquia interista: está atrás de outros nomes na lateral, sobretudo do recém-chegado Djed Spence, o que o deixaria mais aberto a uma mudança de ares.

Isso não significa, porém, que o acordo esteja perto de sair. Roma e Inter ainda discutem os termos: os nerazzurri topam liberar o jogador por empréstimo nesta temporada, desde que o negócio já venha com uma obrigação de compra definida, avaliada entre 28 e 30 milhões de euros. Já a Roma prefere trabalhar com uma opção de compra — ou, no máximo, uma obrigação condicionada a metas específicas —, mantendo o investimento total mais próximo da faixa de 24 a 25 milhões de euros.

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