Texto por Colaborador: A. Rother 16/08/2026 - 05:00

A Roma vive horas decisivas no mercado da bola, decidida a acelerar as negociações para entregar a Gian Piero Gasperini o reforço ofensivo pedido pelo treinador após as dificuldades apresentadas na turnê britânica do time. O nome no topo da lista da diretoria giallorossa é o de Rodrigo Mora, meia-atacante e ponta nascido em 2007, conhecido por ser o mais jovem estreante da história do Porto.

De acordo com a Sky Sport, a Roma teria deixado para trás a concorrência do Galatasaray na disputa pelo português de 19 anos, pressionando para obter o aval do clube lusitano em questão de dias. A avaliação fixada pelo Porto girava em torno de 50 milhões de euros: o clube da capital italiana havia formulado uma primeira proposta baseada em um empréstimo de 5 milhões de euros com opção de compra fixada em 45 milhões, buscando fechar a operação o mais rápido possível.

Em 9 de agosto, durante entrevista coletiva, o técnico do Porto, Francesco Farioli, minimizou a possível saída do jogador: "Só um jogador veio falar comigo sobre a possibilidade de sair. Sei que há outro que gostaria de partir, mas Rodrigo não se encaixa em nenhum dos dois casos", explicou o treinador toscano. Ainda naquele dia, Mora começou no banco de reservas na estreia do Porto no Campeonato Português, diante do Alverca — decisão do próprio Farioli. À noite, veio a confirmação de que a Roma havia apresentado uma primeira proposta oficial ao Porto, no valor de 25 milhões de euros pelo passe de Rodrigo Mora, com o Galatasaray ainda na disputa.

No dia seguinte, 10 de agosto, surgiram detalhes sobre os dois caminhos que a Roma estaria avaliando junto ao Porto para viabilizar a contratação: de um lado, um empréstimo oneroso de 7 a 8 milhões de euros com direito de compra — que poderia se transformar em obrigação — fixado entre 42 e 43 milhões; de outro, uma parte fixa próxima a 25 milhões acompanhada de uma expressiva porcentagem, de 50%, em favor do Porto sobre uma eventual mais-valia em revenda futura. Horas depois, surgiu a informação de que o Porto teria aceitado uma das duas propostas da Roma: 25 milhões imediatos mais outros 25 milhões a serem pagos em um ano, com as partes se aproximando de um acordo definitivo. Ainda naquele dia, veio a notícia de que a Roma havia fechado o acordo contratual com Rodrigo Mora — um vínculo de cinco temporadas —, com o clube italiano à frente do Galatasaray na disputa.

Em 11 de agosto, os detalhes da fórmula da negociação continuaram evoluindo. Pela manhã, veio a informação de que a Roma estava definindo os termos para comprar Rodrigo Mora: 25 milhões de euros imediatos mais 50% sobre uma futura revenda, com o clube italiano querendo incluir uma cláusula opcional que permitisse eliminar essa porcentagem mediante o pagamento de mais 25 milhões ao Porto em 2027 — dando a ambos os clubes maior liberdade em decisões futuras. Pouco depois, veio o esclarecimento de que não existia cláusula de recompra: o que estava sendo trabalhado era o pagamento de parte do passe somado a uma porcentagem sobre a venda futura, que a Roma poderia efetivamente cancelar com uma oferta de 20 milhões de euros — quantia que o Porto, porém, gostaria de elevar a 25 milhões. À tarde, essa informação foi confirmada: não havia qualquer cláusula de recompra e a Roma não tinha intenção de incluí-la; o clube seguia trabalhando com o Porto para fechar a negociação, enquanto o acordo com o próprio jogador já havia sido alcançado. À noite, surgiu a informação de que Mora estava a um passo da Roma, com um contrato preparado até 2031. Horas mais tarde, no entanto, ficou claro que Roma e Porto continuavam negociando, com as partes próximas, mas ainda sem uma fórmula definida: depois de avaliar diferentes soluções sem chegar a um consenso, os dois clubes teriam voltado à hipótese inicial, com um empréstimo oneroso de 7 a 8 milhões de euros e direito de compra fixado entre 42 e 43 milhões, que poderia se converter em obrigação caso a Roma e o próprio jogador atingissem determinados resultados.

Na manhã de 12 de agosto, veio a informação de que o Porto havia comunicado à Roma, naquela mesma manhã, que queria obter condições melhores sobre o mecanismo da obrigação de compra antes de dar o aval definitivo à operação envolvendo Mora. André Villas-Boas, presidente do clube português, insistia justamente nesse ponto: queria garantias precisas sobre a obrigação antes de aprovar a transferência, com todo o restante do acordo já definido — restando apenas a fórmula da obrigação de recompra para ser resolvida.

Os dias seguintes foram marcados por um verdadeiro impasse. Segundo o jornal português O Jogo, o Porto teria interrompido as negociações por Rodrigo Mora naquele período, devido à recusa da Roma quanto às rígidas condições de obrigação de compra: 10 milhões pelo empréstimo, 40 milhões pela opção com obrigação de fácil acionamento, além de bônus e porcentagem sobre uma futura revenda. Apesar da forte tensão e da ausência de contatos diretos entre os clubes, o negócio não havia sido descartado, graças à mediação de Jorge Mendes. Restava à Roma decidir se aceitaria as exigências do Porto ou se tentaria ajustar os termos da obrigação de compra.

Ao longo do dia 13 de agosto, a novela seguiu. Pela manhã, veio a confirmação de que a Roma continuava trabalhando para destravar a operação, com Villas-Boas recusando alguns pontos propostos pelo clube italiano, como as condições que fariam a obrigação de compra ser acionada — novos contatos estavam previstos para aquele mesmo dia, enquanto a Roma avaliava alternativas. Pouco depois, surgiu a informação de que o Porto não havia dado sinal verde a algumas condições incluídas na última proposta da Roma: as modalidades pelas quais a obrigação de compra seria acionada não convenciam Villas-Boas. A Roma seguia trabalhando através de Jorge Mendes, mas, além da situação envolvendo Luis Henrique, já avaliava outros nomes para substituir Rodrigo Mora, já que, caso a negociação não fosse destravada, poderia abandonar definitivamente essa pista. À tarde, o jornal português A Bola detalhou que as tratativas entre Roma e Porto haviam travado por causa do desacordo sobre as condições da obrigação de compra, com o presidente André Villas-Boas exigindo garantias realistas atreladas a uma avaliação total de cerca de 50 milhões de euros, dividida em 10 milhões de empréstimo oneroso e 40 milhões de opção, com cláusulas de fácil acionamento, bônus e porcentagem sobre uma futura revenda. Apesar da mediação de Jorge Mendes, caberia à Roma retomar os contatos para destravar o impasse, enquanto o jovem meia-atacante — sem querer forçar a situação e permanecendo à disposição de Francesco Farioli para o confronto contra o Rio Ave — via com bons olhos a ida para a Roma, buscando mais regularidade e um posicionamento tático mais adequado ao seu perfil, sabendo que, em caso de saída, o técnico dos Dragões pediria à diretoria um reforço físico e de inserção semelhante a Froholdt, independentemente de sondagens de mercado que até então permaneciam em segundo plano, como a envolvendo Quinten Timber.

Já em 14 de agosto, Francesco Farioli voltou a comentar o assunto em coletiva de imprensa: "Esta semana houve muito alvoroço. Fomos bombardeados por notícias 24 horas por dia, com rumores de mercado, mas nada mais do que isso. Rodrigo Mora é um grande profissional, é um jogador do Porto, um grande torcedor do clube, e vamos utilizá-lo quando julgarmos oportuno. Não há nada de novo." O treinador acrescentou: "O mercado é sempre assim. Eu não concordo com o fato de o mercado estar aberto enquanto jogamos, mas isso é absolutamente normal e exige profissionalismo de todas as partes envolvidas. Os clubes que negociam, os jogadores, que são o coração daquilo que fazemos, e nós, treinadores, precisamos ser sensíveis a todas essas questões."

No dia 15 de agosto, o caso ganhou um novo capítulo com a manifestação pública do advogado de Rodrigo Mora, que comentou a situação do jovem português, ainda sem saber qual será o seu futuro: "Garanto a vocês que o rapaz está sofrendo com essa situação. Eu não gostaria de estar no lugar dele..." Segundo a reportagem, a Roma segue em contato com o Porto e com os agentes do jogador na tentativa de destravar uma negociação ainda travada, mantendo o trabalho para chegar a um acordo definitivo e trazer Mora para a capital italiana. Ainda naquele dia, surgiu a informação de que os Friedkin, donos do clube, estariam tentando entender se, do ponto de vista financeiro, a operação por Rodrigo Mora seria viável.

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