Texto por Colaborador: A. Rother 27/08/2026 - 04:00

Comentarista da Dazn na partida entre Roma e Fiorentina, disputada na última segunda-feira, Andrea Stramaccioni concedeu entrevista ao programa Teladoiotokyo, da Teleradiostereo, na qual analisou o momento da equipe e comentou também os últimos dias do mercado da bola.

Sobre a forma física do time, o ex-treinador foi enfático: "A Roma se apresentou em uma condição atlética rara de se ver em 24 de agosto. Até os jogadores que vieram do Mundial estavam a mil. Agora o time conhece o jogo e o Gasp conseguiu trabalhar os detalhes e a preparação, a Roma sempre chega primeiro na bola. Toda vez que a Fiorentina tentava sair jogando, a Roma já estava em marcação preventiva sobre o Pellegrino."

Questionado sobre Dybala, Stramaccioni recordou os tempos em que enfrentou Gasperini pelo Palermo, quando o treinador tinha o argentino às ordens: "Joguei contra o Gasperini no Palermo, ele tinha o Dybala naquela época, e o que vi na segunda-feira me lembra exatamente aquele Paulo ali, em termos de condição física."

A respeito da necessidade de um ponta-esquerda para a Roma sonhar com o título, o comentarista foi direto: "O Gasperini jogou a Champions e sabe que são necessários dois times. Ele sempre repete que o valor vem de quem está na frente, não é uma questão de cientista. Ele venceu na Atalanta com uma bateria de três atacantes, agora quer dois por posição. No momento, falta alguém mais habilidoso para começar pela esquerda. Hoje, tanto Dybala quanto Soulé migram para o meio, mas preferem sair pela direita. Gosto muito do Mora, mas é preciso outro jogador no centro-esquerda."

Stramaccioni também valorizou o peso do grupo de jogadores italianos no vestiário: "O bloco dos italianos é importante. De fora é difícil entender o quanto pesa ter um grupo já rodado, que comanda o vestiário e que se jogaria no fogo pelo treinador. Vou dar um exemplo: agora a Roma joga com tração dianteira, o Cristante se posicionou na frente da defesa. O Koné, então, está em uma forma mundial, ainda não entendo por que o Deschamps não o colocou para jogar na semifinal. Estamos falando de um jogador de nível internacional. Também existe um forte componente argentino, eles têm uma vontade louca. O Gasperini quase teve que segurar o Castro. Esses são elementos importantíssimos em uma equipe."

Perguntado sobre Lulli, o comentarista contou: "A história dele é bonita. Vem de Palestrina, estava matriculado na escolinha de futebol da Roma, na Acquacetosa, e teve que abandoná-la por causa da distância de casa. Depois voltou e agora está colhendo os frutos. Se o Gasp coloca um jovem em campo é porque sabe que ele pode sustentar bem a posição."

Sobre as chances de Mora se firmar como um verdadeiro destaque, Stramaccioni foi categórico: "As características do Mora ninguém tem na Roma, o Dybala é mais um segundo atacante. O que me impressionou foi que, já na primeira partida, apesar da altura, ele anulou o Fagioli, fazendo um grande trabalho sem a bola, além é claro das qualidades técnicas. Ele trabalhou muito à moda Gasperini depois de apenas 5 treinos. Já entendeu como a Roma joga, nem todo camisa 10 faz esse tipo de trabalho."

Por fim, ao ser questionado sobre o impacto dos últimos dias de mercado, avaliou: "Existem times já definidos, como a Inter, o resto vai depender muito dos últimos movimentos. Por exemplo, a Juve ainda procura um atacante e um meio-campista. Não acredito que a Roma vá contratar um jogador titular, mas é preciso completar o elenco."

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