Texto por Colaborador: A. Rother 16/09/2026 - 09:10

A trajetória recente de Paulo Dybala na Roma ganhou um novo equilíbrio sob a orientação de Gian Piero Gasperini, e os segredos dessa transformação estão diretamente ligados ao método do treinador. O ponto de virada começou no verão: depois de uma pausa longa por lesão, Dybala participou integralmente da pré-temporada, algo que não havia acontecido no ano anterior. Desde o primeiro dia, seguiu cada indicação de Gasp, trabalhou nos seus dogmas e, sobretudo, manteve continuidade. Nos amistosos já parecia outro jogador: mais presente, mais disposto a correr e, principalmente, mais confiante para arriscar.

Gasperini deixou claro: “Dybala sempre joga se estiver bem. Lesões não podem ser previstas.” Essa filosofia simples, mas poderosa, mudou a mentalidade da Joya. O treinador não o poupa excessivamente, não calcula cada partida com receio de desgaste. Ao contrário, coloca-o em campo sempre que está em condições, transmitindo confiança e importância. Essa continuidade fez Dybala perder o medo de se machucar, voltar a chutar, atacar e se manter dentro do jogo.

Contra o Torino, mesmo sem brilhar como nas primeiras rodadas, Dybala foi decisivo: uma assistência para Donyell Malen, a jogada que quebrou o empate e garantiu mais três pontos. Cinco jogos como titular, impacto constante e uma sensação inédita de estabilidade física e mental na capital. O segredo não é único, mas múltiplo: preparação completa, confiança do treinador, liberdade para jogar sem medo e a certeza de ser peça central no projeto.

Hoje, Dybala voltou a ser a Joya que brilha, e Gasperini conseguiu reacender um talento que parecia sufocado por lesões e inseguranças.

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