Texto por Colaborador: A. Rother 30/06/2026 - 10:43

A situação da Roma com a UEFA está em um ponto delicado. O clube não conseguiu cumprir integralmente as metas de ganhos de capital previstas no acordo de conciliação que expirou em 30 de junho, e agora os Friedkins precisam negociar diretamente com a entidade.

O acordo estabelecia um prejuízo agregado máximo de €60 milhões em três anos. Apesar da melhora significativa nos números — dívidas reduzidas de €81,4 milhões para €53,8 milhões e folha salarial cortada de €189 milhões para €141 milhões —, a Roma ainda corre risco de ultrapassar o limite. Isso porque a UEFA aplica critérios rígidos, excluindo despesas consideradas “virtuosas”, como investimentos em infraestrutura, futebol feminino e academia.

Os Friedkins acreditam que o processo de recuperação econômica e as boas relações construídas com a UEFA podem limitar as consequências a uma multa financeira, possivelmente superior a €10 milhões, sem necessidade de vender jogadores importantes. No entanto, em Nyon prevalece a cautela: a UEFA não quer criar precedentes que possam ser interpretados como tratamento preferencial, já que o sistema de controle financeiro é observado de perto por outros clubes europeus.

Assim, o equilíbrio é delicado: de um lado, a Roma tenta mostrar que está em trajetória de recuperação e não deseja sacrificar seus principais ativos; do outro, a UEFA precisa manter firmeza para não enfraquecer a credibilidade das regras de fair play financeiro.

(Via romanews)

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