Texto por Colaborador: A. Rother 01/07/2026 - 12:14

A Roma atravessa um momento delicado em relação ao acordo de conciliação firmado com a UEFA. O prazo de 30 de junho passou sem que o clube realizasse a venda de um grande jogador, o que deixou um déficit estimado entre 30 e 35 milhões de euros em relação à meta estabelecida. A decisão de não sacrificar atletas importantes por valores abaixo do mercado foi tomada em conjunto pela diretoria e pela comissão técnica, seguindo a linha de Gian Piero Gasperini.

Segundo a La Gazzetta dello Sport e o Corriere dello Sport, a penalidade econômica pode variar entre 10 e 15 milhões de euros, mas os riscos não se limitam à multa. Há possibilidade de restrições na lista da UEFA para a temporada 2027/28, limitações no mercado e, em um cenário extremo — embora considerado improvável — até exclusão da competição europeia para a qual a Roma se classificar.

Existe, porém, uma alternativa. A UEFA concedeu flexibilidade até 30 de julho, levando em conta a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, que dificultou negociações até o fim de junho. Essa extensão só vale para ganhos de capital, ou seja, vendas de jogadores, e não para compras, que entram no orçamento seguinte. Assim, a Roma ainda pode tentar reduzir o impacto da sanção com transferências até o fim de julho.

Enquanto isso, o clube já conseguiu gerar receitas com as saídas de Sangaré, Saud, Baldanzi e Romano, que renderam cerca de 11 a 12 milhões de euros. Além disso, fechou acordo de patrocínio com a Orodei, que pagará aproximadamente 2 milhões por ano para estampar sua marca no kit de treinamento, e garantiu recursos da IMG, entre 18 e 20 milhões, pagos em duas parcelas. Há ainda bônus menores, como os 300 mil euros ligados ao acordo de Frattesi com o Sassuolo.

As questões envolvendo Calafiori e Bove seguem em aberto: o primeiro depende de um acerto com o Basileia, enquanto o segundo aguarda definição sobre indenização de seguro.

O histórico pesa contra a Roma. Em 2022, o clube já havia sido multado em até 35 milhões de euros por violações da gestão anterior, além de sanções posteriores em 2025, incluindo uma multa de 6 milhões por não atingir metas de lucro e por exceder o limite de 70% na relação entre custos de elenco e receitas.

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